*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um vídeo gravado pelo biólogo Flávio Terassini e divulgado nease domingo, 24, viralizou nas redes sociais ao mostrar dezenas de candirus-açu devorando um frango cru em menos de dois minutos. O registro chamou atenção pela rapidez e força dos peixes, conhecidos por atuar em cardumes e se alimentar de carne em rios da região Norte.
No experimento, o biólogo joga um frango cru amarrado por uma corda dentro do rio. Em poucos segundos, dezenas de candirus-açu cercam o alimento e começam a arrancar pedaços da carne de forma agressiva e veloz.
Em determinado momento do vídeo, os peixes chegam a cortar a corda que segurava o frango. Mesmo após o alimento cair completamente na água, o cardume continua o ataque até praticamente destruir toda a carcaça.
Apesar da repercussão, o especialista explica que o peixe mostrado nas imagens não é uma piranha, mas sim o candiru-açu, um tipo de bagre carniceiro bastante comum em rios amazônicos.
Segundo Flávio Terassini, existem diferentes espécies de candiru. O que aparece no vídeo é diferente do candiru hematófago, conhecido popularmente pelas histórias envolvendo ataques a humanos.
“O candiru-açu tem dentes bem desenvolvidos, usados para cortar e arrancar pedaços de carne”, explicou o biólogo.
A espécie vive principalmente em rios de águas escuras, como o rio Madeira e seus afluentes. De acordo com o especialista, esses peixes possuem olfato extremamente apurado e conseguem localizar rapidamente animais mortos, feridos ou em decomposição.
“Eles se orientam muito mais pelo cheiro do que pela visão. Por isso conseguem encontrar rapidamente animais mortos ou em decomposição”, afirmou.
O biólogo destacou ainda que, apesar da aparência assustadora e do comportamento voraz, ataques a humanos vivos são considerados raros.
Segundo ele, o candiru-açu costuma se alimentar de animais mortos ou feridos encontrados nos rios, podendo consumir peixes, botos e até animais de grande porte.
“Infelizmente, isso inclui também seres humanos em casos de mortes na água”, disse.
