*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) inicia, nesta quinta-feira, 14, uma nova expedição científica de monitoramento ambiental no rio Madeira, com foco na análise da contaminação por mercúrio na região. A ação, coordenada pelo Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM), terá duração de 16 dias e percorrerá o trecho entre Manaus e Humaitá, realizando coletas de água, sedimentos e peixes para acompanhamento da qualidade ambiental do rio.
O estudo busca compreender o comportamento do mercúrio utilizado em atividades de garimpo e os impactos causados à saúde humana e ao meio ambiente. Segundo o coordenador do ProQAS/AM, professor doutor Sérgio Duvoisin Júnior, a pesquisa pretende identificar como o mercúrio metálico se transforma em metilmercúrio, considerado a forma mais tóxica da substância.
“Essa campanha faz parte de um projeto grande para a gente entender o ciclo do mercúrio, como ele se transforma do mercúrio metálico, que é utilizado no garimpo para a extração do ouro, no metilmercúrio, que é realmente o nosso problema”, explicou o pesquisador.

Imagem: Lidyane Franco / Portal Dia a Dia Notícia
De acordo com o coordenador, o metilmercúrio está associado ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas e danos ao sistema nervoso. A principal forma de contaminação humana ocorre por meio do consumo de peixes contaminados.
“Quando a gente come um peixe contaminado, esse mercúrio entra no nosso organismo e não tem como sair. Vai chegar um determinado ponto em que essa quantidade começa a afetar o sistema nervoso”, alertou.
Além do monitoramento ambiental, a expedição também busca fornecer informações à população sobre os níveis de contaminação encontrados nos pescados coletados durante as campanhas científicas.
“A UEA está prestando esse serviço para a comunidade, mostrando quais são os níveis que a gente tem de contaminação de mercúrio nos pescados que estão sendo coletados nessas campanhas”, destacou Sérgio Duvoisin Júnior.
Os dados levantados pela expedição devem contribuir para estudos sobre segurança alimentar, saúde pública e preservação ambiental na bacia do rio Madeira, uma das regiões mais impactadas pela atividade garimpeira na Amazônia.
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