Manaus, terça-feira 14 de julho de 2026
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Abrasel-AM manifesta solidariedade ao Bar do Armando após risco de despejo

Foto: Reprodução/Redes Sociais

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM) divulgou, nesta terça-feira, 14, uma nota pública de solidariedade ao Bar do Armando, tradicional bar do Centro de Manaus que enfrenta uma disputa judicial pela permanência no imóvel onde funciona há mais de 60 anos. Em nota, a entidade ressaltou o valor histórico, cultural, turístico e gastronômico do espaço, defendendo o diálogo para encontrar alternativas que garantam sua continuidade no local.

Na manifestação, a Abrasel também afirma que o Bar do Armando vai além de um estabelecimento comercial. A entidade destaca que ao longo de mais de seis décadas, o espaço se consolidou como ponto de encontro de artistas, jornalistas, músicos, intelectuais e visitantes, preservando a memória afetiva da cidade.

A associação diz respeitar as decisões da Justiça e o direito de propriedade, mas defende o diálogo e alternativas que permitam preservar espaços históricos, manifestando também sua solidariedade à família Soares, colaboradores, clientes e frequentadores do bar.

Defender a permanência de espaços que carregam a história da nossa cidade é também defender a cultura, o turismo, a gastronomia e a memória coletiva do Amazonas”, afirma a nota.

O posicionamento ocorre um dia após a administração do Bar do Armando anunciar que havia esgotado os recursos judiciais para impedir o despejo do imóvel pertencente à Diocese do Alto Solimões.

Reviravolta

Após a coletiva, o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), desembargador Airton Luís Corrêa Gentil, suspendeu temporariamente nesta terça-feira, 14, a ordem de despejo até o julgamento definitivo de um Agravo Interno apresentado pela empresa responsável pelo bar.

Com isso, a desocupação do imóvel permanece suspensa e o estabelecimento pode continuar funcionando até a análise do recurso pelas Câmaras Reunidas do TJ-AM. A defesa estima que o julgamento ocorra em cerca de três meses, já a Diocese do Alto Solimões informou que cumprirá a decisão definitiva da Justiça e reiterou que não pretende firmar acordo para manter o bar no imóvel.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nota

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