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Roraima tem maior taxa de bebês não registrados no Brasil, aponta IBGE

Foto: Divulgação

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O estado de Roraima registra a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do país, com índice de 13,86% em 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual é cerca de 14 vezes superior à média nacional.

Os números fazem parte das Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos, divulgadas na última quarta-feira, dia 20, e são baseados em registros dos cartórios de Registro Civil e em sistemas de informação do Ministério da Saúde.

Em contraste, o Paraná apresentou o menor índice do país, com apenas 0,12% de sub-registro de nascidos vivos, cerca de 115 vezes inferior ao de Roraima. O sub-registro de nascidos vivos considera os bebês que não foram registrados em cartório dentro do prazo legal, que vai até março do ano seguinte ao nascimento.

Segundo o IBGE, fatores como dificuldade de acesso geográfico, baixa presença de cartórios em determinadas regiões, áreas isoladas e maior ocorrência de partos domiciliares ajudam a explicar os altos índices observados em algumas localidades.

Municípios com maiores índices

No ranking nacional dos municípios com pior desempenho, três cidades de Roraima aparecem entre as dez primeiras posições. Alto Alegre ocupa o segundo lugar, com 67,97% de sub-registro. Em seguida aparece Amajari, com 60,10%, e Uiramutã, que registra 55,58% e é conhecido por ter a maior população indígena do país.

O instituto destaca que populações mais vulneráveis, como comunidades rurais e povos indígenas, enfrentam barreiras como pobreza, distâncias extensas e falta de acesso a serviços básicos.

Falhas no sistema de saúde

O estado também apresentou a maior taxa de subnotificação no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), com 2,73%, segundo o IBGE. O índice indica falhas na cobertura e no envio de dados pelo sistema de saúde. A média nacional foi de 0,39%.

De acordo com o instituto, a situação está relacionada a dificuldades estruturais em áreas com menor infraestrutura de saúde e acesso limitado a serviços, o que compromete a alimentação dos sistemas oficiais.

Desde 2015, o Brasil reduziu a taxa nacional de subnotificação em 1,62 ponto percentual, saindo de 2,01% naquele ano para os atuais 0,95%. O Distrito Federal registrou o menor índice do país em 2024, com 0,05%.

Nota

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