Manaus, segunda-feira 14 de setembro de 2026
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Manaus registra 4.748 casos de malária em 2026; Prefeitura reforça alerta em balneários

Divulgação/Semsa

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Manaus registrou 4.748 casos de malária entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Com as altas temperaturas e o aumento da procura por balneários, a Prefeitura reforça o alerta para os riscos de transmissão da doença em locais próximos a rios, igarapés e áreas de mata, que apresentam condições favoráveis à formação de criadouros naturais do mosquito Anopheles.

O cenário preocupa principalmente em áreas onde há maior concentração de registros. No monitoramento realizado pela Semsa entre maio e agosto deste ano, 21 localidades contribuíram com até 50% dos 2.174 casos de malária notificados no período.

Os locais de provável infecção ficaram concentrados principalmente em comunidades da zona Leste, em ramais ao longo da BR-174, na zona rural terrestre, e em comunidades do bairro Tarumã, na zona Oeste de Manaus.

Balneários exigem atenção

De acordo com a responsável técnica pelas ações de vigilância epidemiológica da malária da Semsa, enfermeira Viviana Cláudia de Paula, as altas temperaturas aumentam a procura por balneários e outros locais que podem funcionar como criadouros naturais do mosquito transmissor.

A orientação é evitar a exposição desnecessária nos horários de maior atividade do Anopheles, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, em áreas de mata, rios, igarapés e lagos.

“Moradores de comunidades e assentamentos em áreas periurbanas (de transição entre os espaços urbano e rural) de ocupação recente ou desordenada, também devem redobrar os cuidados”, orienta Viviana.

Entre as medidas recomendadas estão o uso de repelentes, roupas de mangas compridas e calças, além da instalação de telas em portas e janelas. Em locais sujeitos à transmissão, a recomendação também inclui o uso de mosquiteiros ou cortinados durante o descanso e o pernoite.

Áreas monitoradas pela Semsa

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, explica que o monitoramento não se restringe aos balneários. A atenção também é direcionada a comunidades rurais e periurbanas, tanques de piscicultura e áreas com presença de criadouros do mosquito.

Segundo ele, as equipes acompanham permanentemente os locais onde há aumento ou concentração de casos, além de regiões de ocupação recente e comunidades com dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento.

“Com esse monitoramento, no caso de registro da doença, a Semsa pode atuar de forma imediata com ações de controle para interromper a cadeia de transmissão”, afirma Alciles.

Sintomas e diagnóstico

A malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles infectada por protozoários do gênero Plasmodium.

Entre os principais sintomas estão febre alta, calafrios, tremores, sudorese intensa, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e mal-estar. Os sinais geralmente aparecem entre sete e 15 dias após a infecção.

A orientação da Semsa é que pessoas que apresentem febre após frequentarem balneários ou outras áreas de risco procurem uma unidade de saúde para realizar o exame o mais rápido possível.

Atualmente, a rede municipal possui 58 pontos de atendimento para exames de malária, sendo 41 na área urbana e 17 na área rural. Em 2026, já foram realizados 60.168 exames na rede de saúde da capital.

“O diagnóstico da malária é feito por exames simples e rápidos, com resultado em poucos minutos, o que permite iniciar o tratamento de forma imediata. Além de permitir a cura, o tratamento vai impedir que o paciente continue transmitindo a doença para outras pessoas”, explica Alciles.

Foto: Divulgação/Semsa

Ações de combate

Entre as medidas adotadas pela Semsa estão o monitoramento epidemiológico, busca ativa e investigação de casos, vigilância entomológica, identificação e controle de criadouros do Anopheles, aplicação de larvicidas, termonebulização, distribuição de mosquiteiros e ações de educação em saúde.

Segundo Alciles, a estratégia é identificar rapidamente os casos e iniciar o tratamento para interromper a transmissão nas comunidades, além de controlar a proliferação do mosquito em áreas de grande circulação.

Nota

Os artigos assinados e publicados nesta coluna são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião editorial do Portal Dia a Dia Notícia. O conteúdo opinativo, técnico ou científico apresentado é de responsabilidade exclusiva do colunista.

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