*Da Redação Dia a Dia Notícia
Lucila Meireles Costa, 42 anos, suspeita de atuar como falsa advogada em um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV), morreu nessa sexta-feira, 22, em Teresina (PI). Segundo a Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus-PI), ela passou mal na Penitenciária Feminina, foi encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e não resistiu. Lucila havia sido presa em fevereiro durante a Operação Erga Omnes, da Polícia Civil do Amazonas, que investigava um suposto “núcleo político” da facção criminosa.
De acordo com a Sejus-PI, Lucila estava internada desde o dia 19 de maio na UPA do bairro Promorar, na Zona Sul de Teresina. Conforme informações do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte estaria relacionada a problemas de saúde pré-existentes, incluindo diabetes descompensada, hiperglicemia, acidose metabólica e complicações respiratórias.
A secretaria informou ainda que a Polícia Civil foi acionada, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), seguindo os protocolos previstos para casos de morte de pessoas sob custódia do Estado. A assistência à família da detenta também estaria sendo prestada.
Lucila Meireles Costa foi presa em fevereiro deste ano, no Centro de Teresina, durante a Operação Erga Omnes, coordenada pela Polícia Civil do Amazonas. Segundo as investigações, ela se passava por advogada para obter informações sigilosas e corromper servidores ligados ao sistema de Justiça.
De acordo com a polícia, o esquema teria ligação com o Comando Vermelho e envolveria crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional. As investigações também apontavam a existência de um suposto “núcleo político” da organização criminosa, com ramificações em órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
No dia da prisão, policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, anotações e o token de uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM). Conforme o delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Policiais (Deop), os materiais eram utilizados por Lucila para acessar informações e se apresentar ilegalmente como advogada.
A Operação Erga Omnes teve alvos em diferentes estados do país e investigava uma organização criminosa suspeita de movimentar milhões de reais em atividades ilegais.
Em nota, a Secretaria da Justiça do Piauí reforçou que Lucila apresentava um quadro de saúde delicado e afirmou que todos os procedimentos legais foram adotados após a morte.
