*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, nessa segunda-feira, 18, um advogado investigado por envolvimento em ameaças e coação contra uma vítima de estupro atribuído a um policial militar na barreira da rodovia AM-010, em Manaus. Segundo as investigações, a mulher foi intimidada para tentar mudar o depoimento relacionado ao crime.
A prisão preventiva foi cumprida pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul. Conforme a investigação, a vítima foi atraída no dia 25 de abril por pessoas que se passaram por integrantes da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).
Segundo a delegada Patrícia Leão, o objetivo do grupo era pressionar a vítima a alterar o depoimento sobre o estupro investigado.
“Os suspeitos, incluindo o advogado que está preso e outra mulher que também seria advogada, ficaram circulando com a mulher por mais de uma hora por Manaus dentro de um carro”, explicou a delegada.
Ainda de acordo com Patrícia Leão, durante o trajeto o grupo parou em uma praça no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste da capital, momento em que a ex-companheira do policial militar investigado entrou no veículo e passou a ameaçar a vítima.
“Em determinado momento, eles pararam em uma praça no bairro Dom Pedro e a ex-companheira do autor do estupro entrou no carro e passou a ameaçar a vítima”, afirmou.
A mulher foi identificada como Kamila Fernanda Alves de Almeida. Conforme a polícia, ela tentou coagir a vítima a mudar o depoimento prestado às autoridades.
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil representou pelas prisões preventivas dos envolvidos. O advogado investigado se apresentou espontaneamente na delegacia.
A PC-AM informou que Kamila Fernanda segue foragida e pediu apoio da população para localizar a suspeita. O sigilo das denúncias está garantido.
A outra mulher apontada como participante da ação segue sendo investigada.
“Todos eles responderão por organização criminosa, associação criminosa, ameaça, coação no curso do processo, falsa identidade, sequestro e cárcere privado”, destacou Patrícia Leão.
