Manaus, segunda-feira 1 de junho de 2026
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Caso Melqui Galvão: nova vítima relata ter sido estuprada, enquanto participava de projeto social em Manaus

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Uma nova vítima do lutador e professor de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, o Melqui Galvão, relatou com exclusividade ao Bom Dia Brasil que foi estuprada cinco vezes ao longo de um ano enquanto participava do projeto social esportivo dele em Manaus. De acordo com o depoimento divulgado nesta segunda-feira, 1º, os abusos teriam começado quando ela tinha 16 anos, geralmente às vésperas de campeonatos ou eventos esportivos de alto custo.

De acordo com o depoimento da vítima, o professor se aproveitava da dificuldade financeira dela para pagar campeonatos.

“Eu tinha feito uma rifa, mas não consegui vender tudo. Ele falou que ia me dar o dinheiro, mas a gente tinha que conversar primeiro. Só que ele me levou para um hotel”, contou.

A jovem afirmou que, ao resistir, foi ameaçada:

“Você não vai fazer isso porque, se fizer, vai perder tudo o que você tem”. Os episódios deixaram sequelas profundas, e ela abandonou a carreira esportiva.

Outra atleta, Brenda Larissa Alves da Silva, de 27 anos, denunciou ter sofrido abusos sexuais, físicos e psicológicos por 14 anos.

“São 14 anos de tortura mental e física. Ele chegou a me bater, fora as palavras horríveis que falava para mim”, desabafou.

Brenda afirmou ainda que a própria irmã também teria sido vítima de estupro cometido por Melqui Galvão.

Ao todo, nove vítimas já registraram boletim de ocorrência contra o lutador. Com as novas denúncias, a Polícia Civil de Manaus abriu outra investigação. A delegada Mayara Magna explicou que todas as vítimas eram alunas dele e menores de idade.

“Ele se aproveitava da vulnerabilidade dessas crianças e adolescentes que tinham um sonho em constituir uma carreira. Eram meninas muito vulneráveis financeiramente. Ele começava oferecendo presentes, suplementos, quimonos e depois ele cobrava por isso”, afirmou a delegada.

O irmão do lutador, Enoque Galvão, também policial, foi acusado por importunação e estupro por duas vítimas. Os crimes teriam ocorrido quando ele visitava o projeto social de Melqui.

Nota

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