Manaus, terça-feira 26 de maio de 2026
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Irmão de Melqui Galvão é preso temporariamente em Manaus

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O policial civil Enoque Sarah de Lima Galvão, irmão do professor de jiu-jítsu Melqui Galvão, foi preso temporariamente nesta terça-feira, 26, em Manaus. Segundo informações divulgadas pela deputada estadual Alessandra Campelo na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), a prisão está ligada aos desdobramentos das investigações do Caso Melqui, que apura suspeitas de estupro e importunação sexual envolvendo duas adolescentes de 15 anos em um antigo projeto social na zona Norte da capital.

Enoque Galvão passou por audiência de custódia após a prisão determinada pela Vara de Garantias Penais e de Inquéritos Policiais do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

De acordo com a deputada estadual Alessandra Campelo, a prisão do policial civil faz parte do avanço das investigações relacionadas ao Caso Melqui, que já vinha sendo acompanhado pelas autoridades amazonenses.

Segundo a parlamentar, Enoque é investigado por suspeita de estupro e importunação sexual contra duas adolescentes, que tinham 15 anos na época dos fatos. Os casos teriam ocorrido dentro de um antigo projeto social liderado pelo irmão dele, o professor de jiu-jitsu Melquisideque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como “Melqui”, na Zona Norte de Manaus.

Até o momento, a Polícia Civil do Amazonas não divulgou oficialmente detalhes sobre o mandado de prisão ou sobre o andamento específico das investigações envolvendo Enoque.

No início de maio, o policial já havia sido afastado das funções operacionais da Polícia Civil após suspeitas de participação na entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde Melqui Galvão estava detido.

Segundo a corporação, inspeções internas identificaram indícios de participação do servidor na facilitação do acesso de terceiros não autorizados à unidade prisional.

Ainda conforme a PC-AM, Enoque também responde a procedimentos administrativos disciplinares instaurados pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

As investigações envolvendo Melqui Galvão começaram após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país.

A 8ª Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher reuniu relatos de ao menos três vítimas. Durante a investigação, outras possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados brasileiros.

Melqui Galvão é conhecido no meio esportivo como faixa preta e treinador de jiu-jitsu, além de responsável por uma academia na Zona Norte de Manaus. Ele também atuava como instrutor de defesa pessoal da Polícia Civil do Amazonas.

Segundo a corporação, o servidor permanece afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.

Nota

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