*Da Redação Dia a Dia Notícia
O candidato à Presidência da República Wilson Grassi Júnior (Democrata) apresentou propostas inusitadas para a disputa eleitoral, entre elas a criação do programa “Meu Botox, Minha Vida”, que prevê aplicação gratuita do procedimento para mulheres de baixa renda, além do fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e de um salário de R$ 1 milhão por mês para deputados e senadores.
Veterinário e estreante na disputa presidencial, Grassi afirma que o projeto teria como objetivo aumentar a autoestima de mulheres de baixa renda.
Segundo ele, a iniciativa poderia ser financiada com parte da arrecadação de impostos sobre cosméticos ou com a redução do financiamento público destinado às campanhas eleitorais.
O candidato também defende o fim das emendas parlamentares e que deputados e senadores deixem de ter despesas como assessoria, carro e plano de saúde custeadas por recursos públicos.
Em contrapartida, Grassi propõe elevar para R$ 1 milhão mensais a remuneração dos parlamentares. Na avaliação dele, a mudança faria parte de uma reformulação do sistema político e ajudaria a combater o que classifica como um “sequestro” do país por interesses de deputados e senadores.
Grassi estima que o conjunto das medidas poderia gerar uma economia de aproximadamente R$ 300 bilhões por ano. O cálculo considera, segundo ele, os valores destinados às emendas parlamentares e ao que chama de “emendas secretas”, com base em reportagens publicadas pela imprensa.
“Eu tenho muita proposta polêmica, mas que eu tenho certeza que vai melhorar o Brasil”, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
Algumas das ideias apresentadas pelo candidato não aparecem em seu programa oficial de governo. Grassi afirmou que optou por não incluir determinadas propostas por receio de enfrentar resistência dentro do próprio partido.
“Senão o partido não ia nem deixar eu ser candidato”, declarou.
*Com informações da Folha de São Paulo
