O caso teve início este ano, quando uma mulher denunciou ter sido estuprada por um policial militar durante uma abordagem em Manaus. Segundo o relato, ela foi conduzida pelo tenente para uma área isolada dentro de uma unidade policial, onde teria ocorrido a violência sexual.
A denúncia foi formalizada após a vítima procurar a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas, o que levou à atuação da deputada estadual Alessandra Campelo, que levou o caso à tribuna e cobrou rigor nas investigações.
Tentativa de coação
Nos dias seguintes à denúncia, surgiram novos desdobramentos. Segundo a parlamentar, a vítima teria sido alvo de uma emboscada em que pessoas se passaram por integrantes da Procuradoria da Mulher para atraí-la até um veículo.
Durante a ação, ela afirma ter sido mantida sob pressão para desistir da acusação e que lhe foi oferecida a quantia de R$ 100 mil para silenciar o caso. Entre os envolvidos apontados na tentativa de coação estaria a esposa do tenente.
“Ela disse que eu estava me envolvendo com gente grande e que, assim que eu não tivesse serventia pra nada, eles iam me descartar”, disse a vítima.
O policial, que já respondia a outro processo por estupro e é citado em denúncias de pelo menos três vítimas, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece detido enquanto o caso é investigado. O caso passou a ser investigada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que apura tanto a acusação inicial de estupro quanto a suspeita de sequestro e tentativa de coação contra a vítima.