*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Justiça do Amazonas condenou o ex-professor de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro de 58 anos, a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção, por crimes de estupro de vulnerável contra diversos ex-alunos em Manaus. A decisão foi proferida pela juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão, da 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica a Crianças e Adolescentes da Comarca do município.
Além da pena em regime inicial fechado, o condenado recebeu 15 dias-multa e teve negado o direito de recorrer da sentença em liberdade. Alcenor está preso desde 2024, quando foi alvo da ‘Operação Armlock’, deflagrada após o avanço das investigações sobre os abusos.
Início das investigações
O caso começou a ser apurado após uma das vítimas decidir denunciar os crimes às autoridades. O relato encorajou outras pessoas a procurarem a polícia e o Ministério Público, o que levou ao surgimento de novas denúncias e ao aprofundamento das investigações.
De acordo com as provas reunidas durante o processo, o ex-treinador utilizava a posição de confiança conquistada no ambiente esportivo para se aproximar de crianças e adolescentes, especialmente daqueles em situação de vulnerabilidade social ou familiar.
Segundo a sentença, ele oferecia presentes, organizava viagens e permitia que os jovens passassem noites na academia, criando um vínculo que facilitava a prática dos abusos.
Decisão
A decisão judicial também apontou que, em alguns episódios, as vítimas eram dopadas com melatonina ou induzidas ao consumo de bebidas alcoólicas antes dos crimes. Ao fundamentar a condenação, a magistrada ressaltou a gravidade dos fatos e os danos causados às vítimas. Na sentença, ela destacou que houve violação dos direitos à dignidade sexual, à intimidade e à integridade física e psicológica dos ofendidos.
Além da condenação criminal, a Justiça determinou o pagamento de indenizações por danos morais. A maior parte das vítimas deverá receber R$ 50 mil cada. Em um dos casos reconhecidos no processo, foi fixada uma indenização de R$ 5 mil.
O processo segue sob segredo de Justiça, mas a sentença representa uma das maiores condenações já aplicadas no Amazonas em casos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
