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“Solução dialogada com o Estado do Amazonas”, diz promotor sobre transferência de PMs presos para nova unidade

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A operação “Sentinela Maior” realizou, nesta terça-feira, 12, a transferência de 71 custodiados do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), na zona Norte de Manaus, para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM-AM), localizada na BR-174. Segundo o comandante-geral da PM-AM, coronel Marcos Klinger, fiscalizações identificaram falhas estruturais e problemas no controle dos presos na antiga unidade, o que motivou a mudança para o novo espaço.

Promotor Armando Gurgel. Foto: Lidyane Franco/Dia a Dia Notícia

A transferência dos custodiados ocorreu como parte da operação “Sentinela Maior”, realizada pelo Ministério Público do Amazonas, em parceria com a Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

A nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM) funciona no prédio onde anteriormente operava o Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.

Segundo o promotor Armando Gurgel, da 60ª Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial e de Segurança Pública do MP-AM, diversas inspeções apontaram irregularidades no antigo núcleo prisional, incluindo falhas no monitoramento e ausência de custodiados durante fiscalizações.

Foto: Divulgação

“Nós temos a transferência do núcleo prisional da Polícia Militar do Estado do Amazonas para uma nova localidade. É essencialmente isso o que aconteceu na data de hoje”, afirmou.

O promotor destacou ainda que, durante visitas realizadas à antiga unidade, foram encontrados celulares dentro do presídio e situações envolvendo presos ausentes sem justificativa.

“Existiram diversas visitas àquela unidade, sendo encontrados celulares lá dentro, presos que não estavam no local e custodiados que não se encontravam sem justificativa”, declarou.

Segundo o coronel Marcos Klinger, outras fiscalizações realizadas pelas promotorias da auditoria militar também identificaram problemas semelhantes durante inspeções na unidade.

Foto: Divulgação

De acordo com a corporação, a nova estrutura foi planejada para oferecer maior segurança, monitoramento reforçado e melhores condições de permanência aos detentos militares.

A transferência ocorreu após cerca de seis horas de operação e contou com apoio de forças especializadas de policiamento, além do acompanhamento do Ministério Público.

O promotor Armando Gurgel Maia afirmou ainda que a mudança representa uma solução construída em conjunto entre os órgãos estaduais.

“É uma solução dialogada com o Estado do Amazonas, construída para fortalecer a estrutura de custódia militar e garantir maior segurança”, destacou.

A operação “Sentinela Maior” é um desdobramento da primeira fase da operação “Sentinela”, realizada em março deste ano, após a fuga de 23 policiais militares da antiga unidade prisional.

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Nota

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