*Da Redação Dia a Dia Notícia
Em uma ação estratégica batizada de Operação Sentinela Maior, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), em conjunto com a Polícia Militar e a Seap, realiza, nesta terça-feira, 12, a transferência de 70 custodiados para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM/AM).
Segundo o Ministério Público, a desativação da antiga unidade ocorreu após a identificação de problemas estruturais e operacionais no local. A mudança busca reforçar a segurança, melhorar o controle administrativo e garantir melhores condições de custódia aos presos militares.
A fuga aconteceu no dia 27 de fevereiro. Durante uma vistoria de rotina, a Polícia Militar identificou a ausência dos detentos na unidade prisional.
Segundo a corporação, pelo menos 18 policiais retornaram espontaneamente ainda na mesma noite. No dia seguinte, a PM-AM informou que não havia mais foragidos e que a situação havia sido regularizada.
As investigações sobre o caso levaram à prisão de dois policiais militares durante a “Operação Sentinela”, realizada pelo Ministério Público em março. Conforme a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), os agentes estavam de serviço na guarda da unidade no dia da fuga e podem ter facilitado a saída dos presos.
Os nomes dos policiais não foram divulgados.
Comandate da unidade preso
O major Galeno Edmilson de Souza Jales, então responsável pelo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, foi preso por decisão da Justiça. Dias depois, o então governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), assinou o decreto que excluiu o oficial da Polícia Militar. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 11 de março.
Após a fuga, a Polícia Militar informou que os agentes responsáveis pela guarda da unidade foram presos em flagrante e afastados das funções. A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) abriu procedimento para investigar o caso.
