*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um primeiro-sargento do Exército, de 43 anos, é investigado pela Polícia Civil de Roraima (PC-RR) por suspeita de violência doméstica contra a ex-companheira, de 33 anos, e por uma suposta agressão contra a filha recém-nascida, que teria tido o pescoço apertado quando tinha sete dias de vida. Segundo a investigação, a mulher relatou episódios de violência física e psicológica durante quase dez anos de relacionamento, em períodos em que a família morou em Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ).
A ex-companheira também relatou ofensas e humilhações relacionadas à dificuldade que enfrentou para engravidar e à reprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A denúncia inclui ainda um suposto caso de agressão contra a sogra do investigado, que teria ocorrido enquanto ela tentava orientar o militar sobre os cuidados com a neta. Conforme o relato, ele teria apertado o pulso da mulher e a empurrado.
Após o fim da relação, a ex-companheira procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Boa Vista (RR), e solicitou medidas protetivas. A Polícia Civil pediu à Justiça restrições ao militar, como a proibição de contato com a vítima e familiares, suspensão do porte de arma e medidas relacionadas à convivência com a filha.
O sargento foi chamado para prestar depoimento, mas permaneceu em silêncio. A investigação continua em andamento e o procedimento segue sob sigilo.
