Manaus, quarta-feira 17 de junho de 2026
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Tenente-coronel acusado de matar esposa tem aposentadoria oficializada pela PM de SP

Foto: Divulgação

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Polícia Militar de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira, 10, a passagem para a reserva remunerada do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que responde na Justiça pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo e ocorre enquanto o oficial se encontra preso preventivamente.

Geraldo é acusado de feminicídio e fraude processual em um caso que ganhou repercussão nacional após a morte da policial militar  e sua esposa, encontrada sem vida dentro do apartamento do casal em fevereiro deste ano. Na época, a ocorrência foi inicialmente tratada como suicídio, mas o avanço das investigações levou as autoridades a apontarem indícios de homicídio.

De acordo com a corporação, a transferência para a reserva foi concedida em razão do cumprimento dos requisitos previstos na legislação militar, independentemente do andamento do processo criminal. Com a aposentadoria, o oficial passa a receber remuneração calculada com base no tempo de serviço prestado à instituição.

As investigações do caso

As investigações conduzidas pela Polícia Civil e acompanhadas pelo Ministério Público identificaram contradições na versão apresentada pelo tenente-coronel, além de elementos periciais que sustentaram a denúncia oferecida à Justiça.

O militar segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona Norte da cidade de São Paulo, onde aguarda o andamento do processo. Paralelamente à ação penal, a PM também conduz procedimentos administrativos para avaliar a permanência do oficial nos quadros da corporação.

Entre as medidas em curso está um ‘Conselho de Justificação’, instrumento utilizado para analisar a conduta de oficiais. Dependendo do resultado do processo, o tenente-coronel poderá perder o posto e a patente.

A publicação da aposentadoria reacendeu debates sobre as regras aplicadas aos militares que respondem a processos criminais, especialmente em casos envolvendo acusações graves como feminicídio. O caso de Gisele Alves Santana continua sob acompanhamento das autoridades e aguarda julgamento.

Nota

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