*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias e as causas do vazamento de gás estireno registrado na noite de quarta-feira, 15, em uma fábrica localizada no Distrito Industrial de Manaus. A investigação busca identificar os impactos ambientais e à saúde pública, além de apurar eventual responsabilização pelo acidente.
A medida foi determinada pelo promotor de Justiça Carlos Sérgio Edwards de Freitas, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Urbanismo, a pedido da procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Albuquerque.
Segundo o MP-AM, a apuração tem como objetivo reunir informações sobre as circunstâncias do acidente, identificar suas causas, avaliar os impactos ambientais e à saúde pública e verificar eventual responsabilização pelos fatos.
Após a instauração, a notícia de fato foi encaminhada à 49ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph), sob responsabilidade da promotora de Justiça Ana Cláudia Abboud Daou, que conduzirá as diligências.
Entre as primeiras providências, a promotora deverá expedir ofícios aos órgãos e instituições envolvidos na ocorrência para reunir informações que subsidiem a investigação.
O vazamento mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e outros órgãos de resposta à emergência. O forte odor de estireno foi percebido em diferentes regiões de Manaus, e trabalhadores e moradores relataram sintomas como mal-estar após a exposição ao produto.
O estireno é uma substância química utilizada na fabricação de plásticos, resinas e borrachas. A inalação de seus vapores pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de sintomas como dor de cabeça, tontura e náuseas.
