Manaus, quarta-feira 15 de julho de 2026
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Marcelo Ramos diz que PT barrou candidatura dele ao Senado por apoio a Eduardo Braga

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) anunciou, nessa terça-feira, 14, que não disputará uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a direção nacional do partido decidiu priorizar sua candidatura à Câmara dos Deputados, sob o argumento de que uma disputa ao Senado poderia prejudicar a campanha à reeleição do senador Eduardo Braga (MDB).

“Infelizmente, já havia uma convicção ou uma tendência da direção nacional. Isso faz com que eu tenha um profundo sentimento de frustração. E até certa indignação. Mas esses sentimentos precisam ser menores do que a minha responsabilidade com o projeto do presidente Lula e com o futuro do país”, declarou.

Ramos afirmou que tem três possibilidades para as eleições de 2026: insistir na pré-candidatura ao Senado, mesmo sabendo que a palavra final sobre candidaturas majoritárias cabe à Executiva Nacional do PT; disputar uma vaga de deputado federal, embora diga não ter se preparado para essa eleição; ou não concorrer a nenhum cargo.

No vídeo, o ex-deputado também negou ter recebido convite para coordenar a campanha do presidente Lula no Amazonas. “Ninguém nunca, jamais, em momento algum conversou comigo sobre ser coordenador da campanha do presidente Lula”, afirmou.

Segundo Ramos, na sexta-feira (10), a direção nacional do PT informou que havia o entendimento de que ele deveria disputar uma vaga na Câmara dos Deputados para ajudar o partido a atingir o quociente eleitoral e “fazer o PT voltar à Câmara dos Deputados”.

Ramos disse que essa avaliação foi influenciada por um pedido do senador Eduardo Braga. “Essa ponderação era feita muito em razão de um pedido do senador Eduardo Braga, que entendia que a minha candidatura atrapalharia a candidatura dele e poderia ter como consequência a eleição de dois senadores de oposição ao presidente Lula”, afirmou.

Ramos rebateu esse argumento ao defender que, como o eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, sua candidatura ampliaria as opções para o eleitorado de esquerda.

“Imagine a angústia do eleitor do presidente Lula que vai sair de casa para votar no senador Eduardo Braga e terá que escolher, no segundo voto, Alberto Neto, Plínio Valério, Wilson Lima ou anular o voto. É uma maldade com o eleitor”, disse.

Nota

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