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Mais de 70% das notificações de Covid-19 no AM são de adultos entre 20 e 59 anos, aponta boletim da FVS

Perfil abrange a maior parte da população economicamente ativa no estado e parcela com menor adesão ao isolamento social

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) publicou, neste sábado (09/05), a edição nº 7 do Boletim da Situação Epidemiológica de Covid-19 e Síndrome Respiratória Aguda Grave. A análise compreende o período de 13 de março, quando houve o primeiro caso confirmado da doença no Amazonas, até 6 de maio. A próxima edição será divulgada no dia 19 de maio, quando o boletim será atualizado de acordo com as semanas epidemiológicas.

 

Nesta edição do boletim, a evolução temporal dos casos mostra que a epidemia pelo novo coronavírus está em fase de progressão, tanto em Manaus como no interior. Nas últimas semanas, houve o aumento da proporção de casos nos municípios do interior do estado. Destaca-se que, do total de casos confirmados no Amazonas, 40% são de residentes do interior.

 

Ainda segundo o Boletim, mais de 70% das notificações para Covid-19 são de pessoas com idade entre 20 e 59 anos, que abrangem a maior parte da população economicamente ativa no estado e a parcela com a menor adesão às medidas de isolamento social. Entre os casos graves, pessoas do sexo masculino são maioria, com 64% dos registros. Com relação à idade, 48,1% dos pacientes internados são da faixa etária acima dos 60 anos.

 

O perfil epidemiológico dos óbitos por Covid-19 no estado aponta um tempo médio de 10 dias entre o início dos sintomas e a morte pela doença. A taxa de letalidade pela doença no estado, isto é, a proporção entre casos confirmados e óbitos, é de 8,1%. Do total de óbitos pela doença, 5% ocorreram após 48 horas da data de início dos sintomas. Os sinais e sintomas mais frequentes entre os casos graves foram febre (92,3%), tosse (91,6%), desconforto respiratório (83,5%) e dificuldade em respirar (83,1%).

 

Dados de SRAG – A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, assinala que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode levar a complicações clínicas e internações hospitalares. “A maioria das infecções por SRAG é de origem viral. Dentre elas, Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Adenovírus, Parainfluenza, Coronavírus e Metapneumovírus são as mais frequentes”, explicou.

 

Em 2020, até o dia 6 de maio, foram notificados 3.952 casos que atendem à definição de SRAG, um aumento de 173% em comparação com os registros do mesmo período de 2019, quando foram notificados 1.450 casos. Em relação aos óbitos por SRAG, foram registrados no período 759 óbitos, enquanto que em 2019 ocorreram 71, o que representa um aumento de 969%.

 

Considerando a distribuição dos casos notificados de SRAG por faixa etária, em 2020, os adultos entre 40 e 59 anos e idosos (com 60 anos ou mais) foram as faixas mais afetadas e que apresentaram maior variação, com aumento de 1.623% e 1.683%, respectivamente.

 

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