*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), identificado como Luciano de Souza Grangeiro, está entre os alvos da Operação Piloto de Fuga, deflagrada nesta terça-feira, 09, pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público do Amazonas (MP-AM). A ação investiga o roubo de 72,6 quilos de ouro, avaliados em cerca de R$ 45 milhões, ocorrido em Manaus em outubro de 2025. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e nos condomínios Quinta das Laranjeiras, Copenhague e Residencial Amazonas, por determinação da Justiça Federal.
Segundo a Polícia Federal, o avanço das investigações permitiu identificar um novo suspeito apontado como responsável por conduzir a viatura utilizada durante a execução do roubo. A operação é um desdobramento das apurações que já haviam resultado na prisão de dois policiais militares e um policial civil no ano passado.
De acordo com os investigadores, o esquema envolvia agentes de segurança pública e civis que atuavam em diferentes etapas da atividade criminosa. O ouro, extraído ilegalmente, teria saído do Pará, passado pelo Amazonas e seguido para Roraima, de onde poderia ser enviado para fora do país.
A Operação Piloto de Fuga também dá continuidade às apurações desenvolvidas na Operação Auxílio Criminoso, deflagrada anteriormente para identificar outros envolvidos no esquema investigado e aprofundar a coleta de provas relacionadas ao caso.
No decorrer das investigações conduzidas pelas 60ª e 61ª Proceapsp, em razão do envolvimento de agentes públicos da segurança estadual, o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia representou à Justiça Federal pelo cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um investigador da Polícia Civil e quatro mandados de busca e apreensão.
Segundo o promotor de Justiça Armando Gurgel, titular da 60ª Proceapsp e responsável pelo requerimento das medidas cautelares, a operação tem como objetivo aprofundar a apuração sobre a dinâmica dos fatos, reunir novas provas e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema investigado.
A atuação prossegue sob acompanhamento do Ministério Público e da Polícia Federal para o esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.
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