Manaus, sexta-feira 15 de maio de 2026
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Investigado por divulgar fotos íntimas confessa crime em conversas com o ChatGPT, em RR

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Um dos investigados no caso de compartilhamento de fotos íntimas de mulheres em grupos da plataforma WhatsApp, em Roraima, confessou o crime em conversas com o ChatGPT, segundo uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Roraima (MP-RR). As mensagens foram encontradas pela Polícia Civil durante a perícia feita no celular de Pedro Guilherme Becker Soares, de 23 anos, alvo de uma operação realizada desde junho de 2025.

De acordo com a denúncia, Pedro relatou à inteligência artificial que havia divulgado imagens íntimas de uma advogada utilizando o próprio aparelho celular. O conteúdo das conversas passou a integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil e foi incluído no processo apresentado pelo Ministério Público.

A revelação envolvendo o uso do ChatGPT veio à tona agora, com o avanço do caso na Justiça. A investigação, porém, começou ainda em 2024, após uma das vítimas procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ao descobrir que imagens íntimas dela circulavam em grupos privados de WhatsApp no município.

Foto: Reprodução/Portal g1

Segundo a Polícia Civil, os investigados compartilhavam fotos e vídeos íntimos de mulheres sem autorização. Parte das vítimas teria mantido relacionamento com os suspeitos, que registravam os conteúdos durante as relações e, posteriormente, repassavam os arquivos em grupos no aplicativo de mensagens.

Durante a operação realizada em junho do ano passado, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos bairros Asa Branca, Centro e Paraviana, na capital roraimense. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos para análise pericial.

Conforme a investigação, centenas de arquivos íntimos foram encontrados nos aparelhos analisados pela polícia. Além de Pedro Guilherme Becker Soares, também foram denunciados Matheus Terra Fabri, de 24 anos, e Felipe Gaio de Matos, de 24.

Foto: Divulgação

O Ministério Público afirma ainda que os investigados teriam tentado apagar provas e combinar versões após tomarem conhecimento da investigação.

O trio responde por crimes relacionados à divulgação de cena de nudez sem consentimento, prevista no artigo 218-C do Código Penal. A apuração também avalia possíveis crimes de associação criminosa e fraude processual.

Nota

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