Manaus, quarta-feira 29 de abril de 2026
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Filho de Melqui Galvão, Mica se pronuncia após prisão do pai por suspeita de abuso sexual

Foto: Divulgação

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O multicampeão de jiu-jítsu Mica Galvão, de 22 anos, se manifestou publicamente após a prisão do pai, o professor e policial civil Melqui Galvão, investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas. No comunicado, o atleta afirmou viver um momento difícil e defendeu que as denúncias sejam apuradas com rigor pelas autoridades.

Em uma publicação nas redes sociais, Mica descreveu o impacto emocional da situação e relembrou a importância do pai em sua trajetória no esporte.

“É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter. Tudo que conquistei na vida tem a mão dele”, escreveu.

Apesar da declaração de afeto, o atleta afirmou que espera uma apuração rigorosa do caso.

Me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel”, disse. Ele também repudiou qualquer tipo de violência.

“Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças, esse é um valor que carrego e que não abre exceção.”

Mica afirmou ainda que não tem todas as respostas neste momento e que está lidando de formas diferentes.

Estou processando isso como filho, como atleta e como ser humano”, declarou.

Caso

A prisão temporária de Melqui Galvão foi decretada no último dia 27 de abril, após denúncias reunidas pela Delegacia de Defesa da Mulher em São Paulo que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas. Segundo as investigações, o caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva no exterior.

A vítima, que atualmente está nos Estados Unidos, prestou depoimento às autoridades, assim como familiares. De acordo com a polícia, há uma gravação em que o investigado teria admitido indiretamente o ocorrido e tentado evitar a denúncia, com promessa de recompensa financeira.

Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Uma delas relatou que tinha 12 anos à época dos fatos.

Melqui havia viajado para o Amazonas menos de 24 horas antes da prisão e se apresentou às autoridades em Manaus, onde o mandado foi cumprido. Além disso, foram realizadas buscas em endereços ligados a ele em Jundiaí, no interior de São Paulo.

O caso segue em investigação, e a polícia busca identificar a possível existência de novas vítimas.

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