Manaus, terça-feira 16 de junho de 2026
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Documentário sobre “Santa Etelvina” será exibido no Cemitério São João Batista, em Manaus

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O documentário Etelvina – A Ressignificação da Tragédia será exibido nesta sexta-feira, 15, às 20h, no cemitério São João Batista, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus. A obra revisita a história de Etelvina de Alencar, assassinada há 125 anos na capital amazonense e transformada, ao longo do tempo, em símbolo de fé popular conhecido como “Santa Etelvina”.

Produzido ao longo de dois anos, o documentário reúne relatos de pessoas que frequentam o túmulo de Etelvina e afirmam ter alcançado graças atribuídas à mulher.

As gravações foram realizadas durante o Dia de Finados de 2024 e 2025, período em que a equipe ouviu mais de 60 pessoas no cemitério.

Etelvina de Alencar foi assassinada em 1901 pelo ex-namorado, em um caso que também terminou com a morte de outras quatro pessoas.

Segundo os realizadores, o filme busca ir além do resgate histórico e provocar reflexões sobre violência contra a mulher, memória e fé.

“O filme reconhece dor e fé como dimensões que muitas vezes caminham juntas. A dor da tragédia é o ponto de partida. É a partir dela que surge a fé, como forma de busca por sentido diante do que escapa à compreensão humana”, afirmou o diretor Cleinaldo Marinho.

O diretor destacou ainda que recuperar histórias como a de Etelvina ajuda a reconstruir identidade e pertencimento.

“A memória, na arte, não fala apenas sobre o passado. Ela é uma ferramenta do presente para criar sentido e resistência. Etelvina sobreviveu porque é lembrada”, declarou.

A atriz Rosana Neves interpreta Etelvina nas cenas ficcionais do documentário.

Segundo ela, o trabalho foi marcado por descoberta e responsabilidade.

“O que fica para mim é a força dessa mulher, que agora também faz parte da minha história como atriz”, afirmou.

De acordo com a produção, o documentário não pretende encerrar o debate sobre a história de Etelvina, mas ampliar discussões sobre memória, violência, fé e construção social de narrativas.

A obra foi contemplada pelo Edital de Audiovisual da Lei Paulo Gustavo, por meio do Conselho Municipal de Cultura, com recursos do Governo Federal.

Nota

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