As investigações são conduzidas pelo Ministério Público de Roraima (MP-RR) e apontam que a delegacia estaria sendo utilizada como um “balcão de negócios”, com triagem prévia dos presos e encaminhamento direcionado para a advogada Bereneude Lima Fernandes. Em troca dos encaminhamentos, os valores pagos pelos clientes eram divididos entre ela e o delegado Rick Silva.
Testemunhas
Testemunhas ouvidas durante o processo relataram ainda a cobrança de propinas pagas em dinheiro vivo, como condição para facilitar os procedimentos dentro da unidade policial. De acordo com as investigações, a prática incluía desde o atendimento inicial até o andamento de medidas relacionadas aos detidos.
O caso veio à tona no âmbito da ‘Operação Conluio’, que também apura o assassinato do casal Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e Rossana de Lima e Silva, de 49.
Decisão
Em decisão, o juiz Raimundo Anastácio Carvalho afirmou que há indícios de que o delegado tenha sabotado a cena do crime e omitido provas que poderiam ligá-lo a uma das vítimas, com quem teria uma pendência relacionada a dívidas.
Além do afastamento por 180 dias, a Justiça determinou medidas cautelares como a apreensão de armas e distintivos, bloqueio de acessos a sistemas da Polícia Civil e a proibição de contato com testemunhas. O delegado também está impedido de frequentar qualquer delegacia do estado enquanto durarem as investigações.