*Geovana Vieira Para a Redação Dia a Dia Notícia
A bioeconomia tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões sobre o futuro econômico do Amazonas. Com movimentação estimada em R$ 3,1 bilhões na última década, o modelo se fortalece no estado como uma alternativa econômica, aliando geração de renda e preservação ambiental. Baseado na valorização da floresta em pé e no uso sustentável dos recursos naturais, ele vem impulsionando cadeias produtivas ligadas a produtos regionais como açaí, castanha, guaraná, pirarucu manejado e óleos vegetais.
Nos últimos anos, o tema passou a fazer parte de forma mais ampla das estratégias econômicas do estado, principalmente por conta do aumento do interesse nacional e internacional por produtos amazônicos e soluções sustentáveis ligadas à biodiversidade.
Dados da Invest Amazonas, mostram que a economia da sociobiodiversidade movimentou cerca de R$ 3,1 bilhões entre 2010 e 2020 no Amazonas. O setor também gerou mais de 59 mil empregos no período e apresentou crescimento médio anual de 10%. Somente em 2024, a produção de açaí no estado ultrapassou 110 mil toneladas.
Em 2025, o debate sobre bioeconomia ganhou ainda mais força no Amazonas com a consolidação do ‘Plano Estadual de Bioeconomia’, estruturado em parceria com instituições públicas. O plano passou a integrar oficialmente as estratégias de desenvolvimento sustentável do estado e ampliou a visibilidade do tema em meio às discussões durante a COP30, uma conferência climática da ONU que foi realizada em Belém (PA) em novembro de 2025.
Expansão e preservação
A proposta da bioeconomia é transformar recursos naturais da Amazônia em oportunidades econômicas de maior valor agregado, incentivando desde o manejo sustentável até a industrialização dos produtos regionais. A ideia é ampliar a geração de renda sem depender do avanço do desmatamento.
Além da produção alimentícia, a biodiversidade amazônica também vem ganhando espaço em áreas como cosméticos, setor farmacêutico, turismo sustentável e bioindústria. Produtos naturais extraídos da floresta têm sido cada vez mais utilizados por empresas com interesse em sustentabilidade e preservação ambiental.
Desafios
Entre os principais desafios para a expansão da bioeconomia no Amazonas estão questões ligadas à logística, acesso a crédito e ampliação do suporte técnico para pequenos produtores e comunidades tradicionais. Mesmo com esses entraves, o setor vem sendo visto como uma alternativa para diversificar a economia amazonense, unindo preservação ambiental, geração de renda e valorização dos recursos naturais da floresta.
