Manaus, quarta-feira 15 de julho de 2026
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Caso Débora: Gil Romero é condenado a mais de 63 anos de prisão por assassinato de grávida em Manaus

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Justiça do Amazonas (TJ-AM) condenou, nas primeiras horas desta segunda-feira, 1º, os dois acusados pelo assassinato da jovem grávida Débora, crime que chocou Manaus e teve ampla repercussão no estado. A decisão foi anunciada após cinco dias de julgamento no Fórum Ministro Henoch Reis. Apontado pelos jurados como o principal responsável pelo crime, Gil Romero Machado Batista foi condenado a 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado.

O réu foi responsabilizado por todos os crimes apontados na denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Entre as condenações está a de feminicídio, com o reconhecimento de circunstâncias que agravaram a pena, como a emboscada que dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima e o emprego de meio cruel. O Conselho de Sentença também entendeu que houve menosprezo à condição de mulher da vítima e violência doméstica.

Além do assassinato, Gil Romero foi condenado pelo aborto provocado sem o consentimento da gestante, já que Débora estava grávida de oito meses no momento do crime. A sentença inclui ainda a ocultação do cadáver, após a tentativa de destruir o corpo e escondê-lo em uma área de mata.

O segundo acusado, José Nílson Azevedo da Silva, teve situação diferente durante a análise dos jurados. Parte das acusações formuladas contra ele não foi acolhida pelo Conselho de Sentença, que afastou sua participação direta no feminicídio e descartou duas qualificadoras que constavam na denúncia.

No entanto, os jurados concluíram que José Nílson colaborou para a prática criminosa e o condenaram por homicídio qualificado por motivo torpe. A pena estabelecida foi de 17 anos de reclusão.

A sessão foi conduzida pelo juiz Fábio Alfaia, da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. O julgamento terminou durante a madrugada, encerrando um dos processos criminais mais acompanhados pela Justiça amazonense nos últimos anos.

Nota

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