Manaus, quinta-feira 15 de outubro de 2026
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Boletim do Governo do AM aponta 37 municípios em emergência e 278 mil famílias afetadas pela estiagem; confira

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

*Da Redação Dia a Dia Notícia

A estiagem já afetou 278.775 famílias no Amazonas, onde 37 municípios estão em situação de emergência, segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado nesta quinta-feira, 15. O levantamento também reúne dados sobre a qualidade do ar, que está em níveis de alerta em municípios afetados por incêndios florestais, além das ações de prevenção e combate às queimadas e de assistência à população.

O boletim divulgado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, do Governo do Amazonas, reúne dados da Defesa Civil do Estado sobre a situação dos municípios, as condições da qualidade do ar e as medidas adotadas para enfrentar os efeitos da estiagem e das queimadas no estado.

Além dos 37 municípios em situação de emergência, outros 15 estão em alerta: Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Japurá, Manaus, Novo Airão, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.

Outros 10 municípios estão em situação de atenção: Anamã, Apuí, Borba, Codajás, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manicoré e Urucurituba.

Foto: Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais

Qualidade do ar

O Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas (CEMOA) emitiu dois avisos na manhã desta quinta-feira, 15, devido às alterações na qualidade do ar provocadas por incêndios florestais em áreas não protegidas do estado. Os alertas são válidos até a manhã de sexta-feira, dia 16.

O primeiro indica nível alto de concentração de partículas finas (MP2,5), entre 50 e 125 microgramas por metro cúbico (µg/m³) em 24 horas, faixa classificada como ruim ou muito ruim. O aviso abrange Apuí, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaquiri, Manaus, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba.

O segundo alerta indica nível moderado, com concentrações acima de 15 µg/m³ em 24 horas, nos municípios de Alvarães, Anamã, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Coari, Envira, Humaitá, Manicoré, Nhamundá, Novo Airão, Pauini, Presidente Figueiredo, Tapauá e Tefé.

Ações de combate às queimadas

O Governo do Amazonas intensificou as medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais e aos efeitos da estiagem, em articulação com o Governo Federal. Cerca de mil bombeiros e brigadistas atuam na operação, que conta com o apoio federal de sete aviões Air Tractor, um avião KC-390 e três helicópteros de combate a incêndios nas regiões afetadas.

Entre as iniciativas estão a contratação de mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé, o monitoramento e o combate aos incêndios e a entrega de viaturas, incluindo picapes equipadas com kits de combate a incêndio, além de equipamentos multimissão.

Na área de fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a operação Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 municípios. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com o auxílio de drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. Em caso de infrações ambientais, podem ser aplicadas multas e embargos.

Entre 1º de junho e 14 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM) contabilizou 3.630 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo período, a corporação atuou no combate a 22.246 focos, sendo 4.564 na capital e 17.682 no interior. Cerca de mil servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação.

Foto: Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais

Como medida preventiva, o Estado estabeleceu, por decreto, a proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. Também foram declaradas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem, permitindo ampliar as ações de resposta e recuperação.

As iniciativas incluem ainda atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026. O monitoramento dos focos de calor por imagens de satélite é realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), com o objetivo de direcionar as fiscalizações e identificar possíveis infrações ambientais.

Para acessar o boletim completo clique aqui. 

Nota

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