*Da Redação Dia a Dia Notícia
A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), passou a ser acompanhada por uma onda de comentários ofensivos nas redes sociais. Diante de publicações com referências a estupro, necrofilia e vilipêndio de cadáver, as deputadas Erika Hilton (PSOL) e Tabata Amaral (PSB) anunciaram, nessa segunda-feira, 15, que acionaram a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para apurar os casos.
“Maria Eduarda faleceu aos 21 anos. É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada”, escreveu Erika Hilton.
A deputada também classificou as mensagens como manifestações de misoginia e destacou a necessidade de responsabilização dos autores.
“Isso é misoginia, isso é incitação e isso é crime. Não podemos permitir que a falta de moderação e de responsabilidade das plataformas continue a normalizar tantos horrores”, afirmou.
Pedido ao Ministério Público Federal
Tabata Amaral também se manifestou sobre o caso e informou que acionou o Ministério Público Federal para apurar possíveis crimes de ódio praticados na internet.
Segundo a deputada, os comentários ultrapassam os limites da liberdade de expressão e representam violência contra mulheres mesmo após a morte.
“Nem mesmo no leito de morte nós, mulheres, temos paz”, declarou.
A parlamentar afirmou ainda que os ataques reforçam a necessidade de discussão sobre mecanismos de combate à misoginia nas redes sociais.
Caso gerou revolta nas redes
Os comentários expostos pelas deputadas provocaram indignação entre internautas, que passaram a cobrar providências das autoridades e das plataformas digitais.
Até o momento, não há informações sobre eventuais identificações dos autores das publicações.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal ainda não divulgaram detalhes sobre possíveis procedimentos relacionados ao caso.
