*Da Redação Dia a Dia Notícia
A advogada Suiane Vitória da Silva Doce foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) por tráfico de drogas após o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) recorrer da decisão que a havia absolvido em primeira instância. Ela foi presa em novembro de 2024 dentro de um carro onde a polícia encontrou mais de 10 quilos de cocaína. A condenação foi determinada pelos desembargadores do TJ-AM, que entenderam que as provas reunidas durante a investigação eram suficientes para comprovar a participação da advogada no crime. A decisão cabe recurso em instâncias superiores.
O caso teve origem em uma abordagem policial realizada em novembro de 2024, na comunidade Parque das Celebridades, zona Norte de Manaus. Na ocasião, policiais militares encontraram cerca de 10,42 quilos de cocaína dentro de um Honda Fit ocupado por Suiane e Janderson de Medeiros da Silva, também denunciado pelo mesmo crime.
Segundo o Ministério Público, a droga estava dividida em dez tabletes armazenados no banco traseiro do veículo. Durante a análise do recurso, o órgão destacou que o entorpecente podia ser facilmente percebido por quem estava no carro, tanto pela localização quanto pelo odor.
Além da apreensão da droga, o MP-AM apresentou outros elementos considerados relevantes para o processo, incluindo registros que mostrariam os dois acusados juntos antes da abordagem, informações de monitoramento e relatos dos policiais que participaram da ocorrência.
A promotora de Justiça Yara Rebeca Albuquerque Marinho de Paula afirmou que a decisão da segunda instância reconheceu a consistência das provas apresentadas ao longo da investigação.
“Mesmo diante das provas produzidas durante a instrução processual, ela foi absolvida em primeira instância. O Ministério Público recorreu da decisão e o Tribunal de Justiça reconheceu a procedência da tese acusatória”, declarou.
Conforme os autos, Suiane não foi autuada em flagrante no momento da ação policial. No entanto, após a continuidade das investigações, ela foi indiciada pela Polícia Civil e denunciada pelo Ministério Público.
A pena aplicada e a forma de cumprimento da condenação não foram divulgadas pelo Judiciário.
