*Da Redação Dia a Dia Notícia
O celular e o computador da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), foram apreendidos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em Manaus, na manhã desta sexta-feira, 06. Os equipamentos serão analisados pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) para apurar a possível participação da ex-candidata na divulgação de um vídeo nas redes sociais envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).
A ação ocorreu em uma residência localizado na rua Acre, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul da capital. A empresária não estava na casa no início da ação, mas chegou pouco depois, acompanhada de dois advogados.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Os investigadores buscam esclarecer quem participou da produção e da divulgação de um vídeo que associava Omar Aziz a acusações de pedofilia e utilizava a imagem da filha dele. A apuração considera possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A operação foi retomada após uma decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). Em 30 de outubro, uma liminar havia suspendido temporariamente a autorização para as buscas, após a defesa de Maria do Carmo apresentar um habeas corpus. Posteriormente, o desembargador Paulo Feitoza revogou a decisão e restabeleceu o cumprimento do mandado.
Na quinta-feira, 05, a empresária publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que aguardava a chegada dos policiais e que confiava na Justiça. A defesa também apresentou um novo habeas corpus preventivo para tentar impedir uma eventual prisão. Até o momento da publicação, não havia confirmação de mandado de prisão contra ela.
A investigação teve início após uma notícia-crime apresentada por Omar Aziz e pela ex-deputada estadual Nejmi Aziz. Na semana anterior, pelo menos três integrantes da equipe ligada à campanha de Maria do Carmo também foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Em nota a assessoria de Maria do Carmo afirma indignação com a Operação e busca em sua residência.
Confira a nota:
A assessoria jurídica da Professora Maria do Carmo (PL) manifesta indignação com a operação de busca e apreensão realizada nesta sexta-feira, 6/10, na residência da ex-candidata ao Governo do Amazonas. Apesar de ser esperada, a defesa denuncia a condução dos procedimentos, que evidenciam uma escalada de perseguição política e levanta graves questionamentos sobre abuso de autoridade.
Os advogados apontam que garantias legais e prerrogativas da advocacia não foram devidamente respeitadas durante a diligência. A defesa considera inaceitável que direitos fundamentais sejam colocados em segundo plano e afirma que não aceitará qualquer tentativa de constrangimento ou intimidação por meio de procedimentos que desrespeitem a legislação.
Desde o resultado das eleições, a ex-candidata foi alvo de acusações e tem tido sua imagem exposta de forma deliberada por conta de uma denúncia envolvendo a filha do governador eleito Omar Aziz (PSD), fato que já foi publicamente negado. Chama atenção que um processo que corre em segredo de justiça, a todo momento tem notícias veiculadas pela imprensa local com vazamento de informações.
No todo decorrer da investigação, a Professora Maria sempre se colocou à disposição para colaborar com a justiça e apontar os verdadeiros responsáveis por qualquer atitude que tenha ferido os direitos das partes envolvidas. O que não se pode aceitar é o uso politiqueiro da situação para ferir a honra da ex-candidata.
É fundamental destacar que o cumprimento de uma ordem judicial não concede às autoridades autorização para ultrapassar os limites da lei.
A Professora Maria do Carmo permanece tranquila, confiante em sua inocência e convicta de que a verdade prevalecerá. Em vídeo publicado na última quinta, 5, a ex-candidata já havia afirmado que aguardava a diligência e estava preparada para o que viesse.
“Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, afirmou.
