*Da Redação Dia a Dia Notícia
Santiago Peña anunciou nesta quinta-feira, 05, que decidiu deixar a Presidência do Paraguai e apresentou formalmente sua renúncia ao Congresso Nacional. A decisão ocorre em meio a uma crise política e financeira desencadeada pelo colapso do banco digital Ueno, que afetou cerca de 3 milhões de clientes e ampliou a pressão sobre o governo.
A crise começou após o Banco Central do Paraguai determinar a intervenção no Ueno Bank, em 03 de novembro, depois de identificar problemas nos índices de solvência da instituição. A medida deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas e atingiu uma instituição que administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos.
O caso ganhou repercussão após a identificação de irregularidades financeiras e a abertura de investigações sobre operações da instituição. O Ministério Público também determinou a detenção de oito pessoas ligadas ao banco.
Vínculo com instituição motivou acusações
Peña passou a ser alvo de questionamentos por sua antiga participação no Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank. O presidente foi acionista do grupo até março de 2025.
Parlamentares da oposição levantaram suspeitas de conflito de interesses e apresentaram pedidos de impeachment contra o presidente. A crise também provocou protestos e a renúncia do presidente do Banco Central paraguaio.
Renúncia ainda depende do Congresso
Em pronunciamento divulgado nesta quinta-feira, Peña afirmou que tomou a decisão pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.
A saída ainda precisa ser aceita pelo Congresso paraguaio. Caso a renúncia seja aprovada, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do país e concluir o mandato, previsto para terminar em 2028.
