*Da Redação Dia a Dia Notícia
Daniella Marques, integrante da equipe econômica do senador Flávio Bolsonaro (PL) e cotada para ocupar um ministério em um eventual governo do parlamentar, afirmou que “só vai ter eleição daqui oito anos” durante entrevista ao canal Market Makers, publicada em 06 de agosto de 2026. A declaração foi interpretada por parte dos usuários das redes como uma possível ameaça ao processo eleitoral.
Em maio de 2026, o senador afirmou que considerava quatro anos pouco tempo para um único mandato e disse que caberia ao Congresso definir a duração. Em outubro, voltou a defender que a mudança valesse para um eventual governo seu, caso eleito, deixando a definição entre quatro e cinco anos para a discussão legislativa.
A declaração foi feita durante uma conversa sobre as propostas econômicas da campanha presidencial, a aprovação de reformas e a capacidade de um futuro governo de implementar mudanças no país. Na entrevista, Daniella relacionou a vitória eleitoral de Flávio Bolsonaro à obtenção de capital político para aprovar medidas de interesse da futura administração. Ao mencionar a composição do Senado, ela afirmou que o apoio parlamentar seria importante para aprofundar as discussões sobre mudanças econômicas e fiscais.
Ao explicar a estratégia discutida pela equipe de Flávio Bolsonaro, Daniella mencionou a possibilidade de apresentar ao candidato um conjunto de medidas para reduzir os gastos públicos. Ela chamou a proposta de “cardápio de cortes” e citou a preparação de cerca de 300 medidas que poderiam ser avaliadas pela equipe responsável pelo plano de governo.
A economista também mencionou nomes ligados à área econômica, como Roberto Campos Neto, Mansueto Almeida e Paulo Guedes, durante a discussão sobre as propostas para uma eventual administração. A entrevista abordou ainda temas relacionados à economia, à segurança pública e à organização de um possível governo.
A declaração sobre as eleições ocorreu quando Daniella tratava das condições políticas para implementar as medidas defendidas pela equipe. Na ocasião, ela afirmou: “No dia 1, foi eleito, tem capital político, dois terços do Senado, que é aonde a discussão é profunda e técnica, só vai ter eleição daqui oito anos pra gente botar o Brasil no lugar.”
A referência aos oito anos foi feita em meio à discussão sobre a capacidade de um presidente eleito de conduzir mudanças ao longo de sua administração. A fala também mencionou a renovação de dois terços do Senado nas eleições de 2026, quando os eleitores escolheram dois representantes por estado.
O calendário eleitoral brasileiro prevê, além da eleição presidencial de 2026, eleições municipais em 2028 e novas eleições gerais em 2030. Os mandatos de prefeitos, vereadores, presidente da República, governadores e deputados têm duração de quatro anos, enquanto os senadores exercem mandatos de oito anos.
A declaração foi retomada publicamente em outubro, durante a reta final do segundo turno presidencial. Daniella, que ganhou espaço na formulação das propostas econômicas de Flávio Bolsonaro, também passou a ser citada entre os nomes cotados para integrar um eventual governo do senador.
Em outubro, informações publicadas pela imprensa apontaram que ela era considerada para comandar uma estrutura ministerial ampliada na área social, que também abrangeria a pasta das Mulheres. A possibilidade de nomeação não havia sido formalmente confirmada naquele momento.
