*Da Redação Dia a Dia Notícia
Diante de milhares de fiéis reunidos na Catedral de Nápoles, na Itália, o sangue de São Januário (San Gennaro), padroeiro da cidade, voltou a se liquefazer neste sábado , 19. O fenômeno ocorreu às 10h04 (horário local), durante a celebração da festa do santo, cujo sangue é mantido há séculos em um relicário e é tradicionalmente associado a um dos fenômenos mais conhecidos da devoção católica em Nápoles.
O momento foi recebido com orações, aplausos e emoção pelos devotos dentro do templo. São Januário foi bispo da cidade de Benevento e martirizado pela fé no ano de 305, durante as perseguições promovidas pelo imperador romano Diocleciano.
O prodígio da liquefação do sangue contido em uma ampola de vidro ocorre tradicionalmente três vezes por ano:
Primeiro sábado de maio: data em que se recorda a primeira translação das relíquias do santo.
19 de setembro: memória litúrgica de São Januário e data de seu martírio.
16 de dezembro: celebração em agradecimento pela intercessão do padroeiro, que conteve os danos da devastadora erupção do vulcão Vesúvio em 1631.
A cultura e a religiosidade napolitana atribuem forte valor simbólico ao evento. Historicamente, os períodos em que o sangue não se liquefaz são interpretados pelos fiéis como presságios de tempos difíceis ou grandes tragédias. A ocasião mais recente em que o fenômeno não se concretizou na data prevista foi em 16 de dezembro de 2020, durante o auge da pandemia de Covid-19.
