*Da Redação Dia a Dia Notícia
O pai e a advogada do professor Vinícius Figueiredo, de 23 anos, se pronunciaram nesta quinta-feira, 27, sobre o ataque sofrido pelo jovem durante uma aula de reforço em uma instituição de ensino particular, na zona Centro-Sul de Manaus. Segundo a família, o professor foi atingido por nove golpes de faca e permanece internado em um hospital particular da capital. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI) como ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio.
Emocionado, o pai de Vinícius afirmou que ainda não conseguiu assistir às imagens do ataque e contou que o filho, estudante universitário, dava aulas particulares havia cerca de dois anos para complementar a renda.
“Eu não vi as imagens ainda, não tenho coragem de ver. Como pai, meu filho é o Vinícius, é o Vini, é o meu único filho, de 23 anos”, afirmou.
Segundo ele, a prioridade neste momento é a recuperação do filho. O professor foi socorrido após o ataque e levado inicialmente ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Posteriormente, foi transferido para uma unidade hospitalar particular.
“Quando o médico falou ‘olha, ele está vivo’, para mim foi o suficiente”, relatou o pai, emocionado.
Família busca responsabilização
A advogada da família, Dra. Caroline, afirmou que os familiares estão buscando medidas legais para responsabilizar o adolescente e o responsável por ele. Segundo a defesa, o jovem teria levado uma faca para o local onde a aula acontecia.
A advogada afirmou ainda que Vinícius foi atingido nove vezes e que teria conseguido sobreviver porque reagiu durante o ataque.
De acordo com Caroline, o professor está fora de perigo, mas permanece internado e aguarda uma nova avaliação médica para verificar se houve alguma lesão interna.
“Ele está em estresse pós-traumático, com muito medo de ser morto, muito inseguro, e a família muito chocada”, declarou.
Advogada relata possível omissão de socorro
Durante a entrevista, a advogada também apresentou um relato sobre o momento posterior ao ataque. Segundo ela, uma testemunha teria informado que o pai do adolescente foi até o local para buscar o filho e teria visto Vinícius ferido, mas não prestado socorro.
Ainda de acordo com Caroline, quem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi um médico que estava próximo ao local e teria ouvido os gritos durante o ataque.
A informação, entretanto, faz parte do relato apresentado pela defesa da vítima e deverá ser apurada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Defesa questiona registro inicial da ocorrência
A advogada também afirmou que a família encontrou dificuldades no momento de registrar a ocorrência. Segundo ela, inicialmente teria havido uma tentativa de registrar o caso como lesão corporal, e não como tentativa de homicídio.
“Imagine só: nove facadas, todo mundo viu esse vídeo, está por longe de ser uma lesão corporal”, afirmou.
O caso, contudo, é investigado pela DEAAI como ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio, conforme informado pela Polícia Civil.
Comportamento do adolescente
Questionada sobre o comportamento do adolescente, a advogada afirmou que professoras e pessoas ligadas à instituição relataram que ele apresentava um comportamento retraído e recluso.
Caroline, porém, ressaltou que não é possível afirmar que o adolescente tenha algum transtorno psicológico ou psiquiátrico sem uma avaliação profissional.
“Eu como advogada e como pessoa não posso afirmar e dizer que ele tem uma questão psiquiátrica. Isso quem vai dizer é um profissional”, afirmou.
