*Da Redação Dia a Dia Notícia
Seis suspeitos foram presos e um arsenal de armas foi apreendido nesta quinta-feira, 27, durante a Operação Visão Noturna, deflagrada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) para desarticular uma célula do Comando Vermelho que atuava em Manaus. Entre o material apreendido estão dois fuzis calibre 5.56, duas espingardas calibre 12, uma pistola e um revólver, além de diversas munições. As investigações apontam que o grupo monitorava as saídas, os destinos e até o efetivo presente nas lanchas policiais para repassar informações aos traficantes e dificultar ações de combate ao tráfico de drogas.
O novo detalhe foi revelado durante coletiva de imprensa realizada na Delegacia Geral, em Manaus. Segundo o delegado do DRCO, Mário Paulo, o monitoramento fazia parte de uma estrutura de “contrainteligência” mantida pela organização criminosa.
A atenção do grupo era voltada principalmente para a atuação da polícia na região da orla de Manaus. Entre os pontos monitorados estava a Delegacia Fluvial, considerada estratégica por atuar no patrulhamento dos rios.
“Eles controlavam as saídas das embarcações, o destino, o efetivo que estava nessas lanchas, e todo esse conhecimento era usado contra as forças de segurança”, afirmou o delegado.
Segundo ele, as informações obtidas pelos criminosos eram utilizadas para antecipar os movimentos das equipes policiais e permitir que traficantes responsáveis pelo transporte de entorpecentes alterassem suas rotas.
“Então, isso frustrou, com certeza, diversas ações realizadas tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar”, explicou.
A investigação que levou à Operação Visão Noturna começou em fevereiro deste ano, após a apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de entorpecentes em uma balsa em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.
A partir das informações obtidas na ocorrência, os investigadores identificaram uma célula do Comando Vermelho que atuava com duas funções principais: oferecer suporte logístico aos carregamentos de drogas que saíam da região de fronteira com destino a Manaus e monitorar as forças de segurança.
De acordo com o DRCO, os integrantes da organização recebiam ordens de conselheiros da facção que estão foragidos em outros estados.
As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso e esclarecer como funcionava a estrutura utilizada por eles. A operação conta com o apoio de equipes do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Departamento de Repressão a Furtos e Roubos (DERFD), Departamento de Polícia Fluvial (Deflu), Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
