*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Justiça Federal condenou quatro pessoas envolvidas em um esquema de tráfico de drogas que utilizava o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para transportar entorpecentes para outros estados. Entre os condenados está um agente da Polícia Federal, que também perdeu o cargo público.
A ação teve como base uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Os envolvidos foram presos em março de 2025, durante a Operação GateKeeper, deflagrada pela Polícia Federal para combater o tráfico interestadual de drogas.
Segundo as investigações, o agente federal utilizava a função para facilitar a entrada de mochilas com drogas na área de embarque do aeroporto e fornecia informações que ajudavam o grupo a driblar a fiscalização.
Como funcionava o esquema
De acordo com a denúncia, os intermediários entravam no aeroporto carregando mochilas vazias e passavam normalmente pelos procedimentos de inspeção. Depois, já dentro da área restrita, recebiam mochilas contendo drogas para transportá-las a outros estados.
O policial federal era responsável por utilizar seu acesso às áreas restritas do aeroporto para introduzir os entorpecentes na área de embarque doméstico.
Ainda segundo as investigações, o agente acessava de forma indevida sistemas internos da Polícia Federal para consultar informações sobre investigações e repassá-las aos demais integrantes do grupo.
O esquema também contava com um intermediário responsável pela logística e dois transportadores, conhecidos como “mulas”, que levavam as drogas para outros estados.
Além dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, o agente federal foi condenado por lavagem de capitais, após a Justiça considerar que valores obtidos com as atividades criminosas foram convertidos em bens registrados em nome do cônjuge para ocultar a origem do dinheiro.
Ele também foi condenado por violação de sigilo funcional e utilização indevida de acesso restrito.
Outros três envolvidos também foram condenados
O intermediário apontado como responsável pela logística do transporte das drogas recebeu pena de 16 anos, 9 meses e 7 dias de prisão, em regime inicial fechado, além de 2.056 dias-multa.
Já os dois transportadores foram condenados a 4 anos e 9 meses de prisão cada.
