*Da Redação Dia a Dia Notícia
A cantora, compositora e atriz Dolly Parton, uma das maiores lendas da música country e um dos nomes mais importantes da cultura pop americana, morreu aos 80 anos nesta terça-feira, 25. A informação foi anunciada pela família da artista em um vídeo nas redes sociais.
Em uma publicação, Seaver afirmou que a cantora morreu cercada por pessoas que amava e destacou o impacto deixado por ela na música e na cultura americana.
Dolly Parton enfrentava problemas de saúde desde a morte do marido, Carl Dean, em março de 2025. Em maio deste ano, a artista chegou a cancelar uma residência de shows. Em entrevista à revista People, publicada no dia 21, Dolly contou que deixou os próprios problemas de lado enquanto cuidava do marido.
“Mas ainda estou trabalhando e há muitas coisas que eu ainda quero conquistar”, afirmou na ocasião.
Uma carreira marcada por sucessos
Conhecida pela voz marcante, pelas perucas loiras e pelos figurinos extravagantes, Dolly Parton construiu uma das carreiras mais longevas e influentes da música americana.
Ao longo de mais de seis décadas, a artista escreveu cerca de 3 mil músicas e transitou por diferentes estilos, como country, pop, bluegrass e disco.
Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”. Dolly também foi responsável por escrever “I Will Always Love You”, música que posteriormente ganhou uma versão mundialmente conhecida na voz de Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas.
A cantora também acumulou trabalhos no cinema. Em 1980, estrelou o filme Como Eliminar Seu Chefe “9 to 5” ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, além de contribuir para a trilha sonora com a música homônima.
Infância humilde no Tennessee
Dolly nasceu em 1946, no condado de Sevier, no Tennessee, nos Estados Unidos. Ela era a quarta de 12 filhos de uma família pobre que vivia em uma pequena cabana de apenas um cômodo.
Sem água encanada ou eletricidade em casa, a artista teve contato com a música ainda na infância por influência da mãe, que ensinava aos filhos hinos religiosos e canções folclóricas.
Dolly começou a se apresentar em programas de rádio ainda criança e lançou seu primeiro compacto em 1959.
O primeiro grande momento de sua carreira aconteceu em 1967, quando foi contratada para participar do programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria rendeu diversos sucessos, mas a carreira solo de Dolly ganhou cada vez mais força.
Em 1974, ao deixar o programa para seguir seu próprio caminho, ela escreveu “I Will Always Love You” como uma despedida para Wagoner. A música alcançou o topo das paradas country duas vezes antes de se transformar em um fenômeno mundial com Whitney Houston, em 1992.
Reconhecimento e legado
Dolly Parton recebeu 55 indicações ao Grammy e conquistou 10 prêmios. Ela também foi eleita para os Halls da Fama do Country e do Rock & Roll.
Além da música, a artista construiu um império empresarial no Tennessee. Entre seus empreendimentos está o Dollywood, parque temático que se tornou uma das principais atrações turísticas do estado.
A atuação filantrópica também marcou sua trajetória. Por meio da Imagination Library, fundação criada em 1995, Dolly ajudou a distribuir mais de 200 milhões de livros para crianças.
Sua obra também abordou temas sociais e cotidianos. Em “Coat of Many Colors”, relembrou a infância marcada pela pobreza, enquanto “Down From Dover” tratou da gravidez na adolescência. Já “9 to 5” abordou o machismo e as dificuldades enfrentadas por mulheres no ambiente profissional.
Ícone para diferentes gerações
Mesmo décadas após o início da carreira, Dolly continuou dialogando com artistas de diferentes gerações. Ao longo dos últimos anos, colaborou ou manteve relações profissionais com nomes como Miley Cyrus, sua afilhada, além de artistas como Sabrina Carpenter e Beyoncé.
Sua influência também ultrapassou as fronteiras da música country, transformando Dolly Parton em uma das figuras mais reconhecidas da cultura popular americana.
Com uma trajetória construída entre a música, o cinema, os negócios e a filantropia, Dolly deixa um legado que atravessa gerações e permanece presente em algumas das canções mais conhecidas da música mundial.
