Manaus, terça-feira 25 de agosto de 2026
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Lutador de jiu-jítsu perde movimentos após golpe em campeonato no Paraná

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Um lutador de jiu-jítsu de Londrina, no Paraná, ficou com os movimentos comprometidos após sofrer um golpe considerado proibido durante o campeonato Super Pro Jiu-Jítsu, realizado no domingo, 23. O caso chegou ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apresentou uma notícia-crime e solicitou à Polícia Civil a abertura de um inquérito para investigar a conduta do atleta Juliano Di Pelli Machado.

A vítima, Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como “Kabuto”, permanece internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após sofrer uma grave lesão cervical e passar por cirurgia.

Imagens da luta exibidas pelo programa Cidade Alerta, da Record, mostram o momento em que Willian é levantado por Juliano e fica de cabeça para baixo. Na sequência, o adversário projeta o próprio corpo sobre ele.

O movimento, conhecido como “bate-estaca”, é proibido pelas regras do jiu-jitsu. O árbitro interrompeu o combate logo depois da ação. Nas imagens, Willian tenta se levantar, mas não consegue.

Um profissional ouvido pelo programa explicou os riscos envolvidos na movimentação.

“Essa movimentação é totalmente errada e põe o teu adversário em muito risco. Ele está totalmente vulnerável com as costas, cabeça para baixo.”

Segundo informações divulgadas sobre o caso, a vítima sofreu uma lesão grave na região cervical e precisou ser submetida a procedimento cirúrgico. O estado de saúde é considerado grave.

O promotor Renato de Lima Castro, que também é faixa-preta de jiu-jitsu e acompanhava a competição, criticou a ação registrada durante a luta.

“Ele se projetou com todo o peso de 120 quilos sobre uma estrutura humana que estava com a cabeça fincada no chão, só com o pescoço dele. Ele deve ser responsabilizado”, afirmou.

Organização diz que prestou atendimento

A organização do Super Pro Jiu-Jitsu informou à rádio CBN que Willian recebeu atendimento médico imediatamente após o ocorrido. Segundo os responsáveis, o campeonato contava com ambulância e equipe de socorro, e o lutador foi encaminhado para avaliação especializada.

Em nota, o evento classificou o episódio como “um incidente fora do comum” e afirmou que acompanha o estado do atleta junto à família, além de colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação.

A Fundação de Esportes de Londrina, responsável pelo Ginásio Moringão, onde o campeonato foi realizado, também lamentou o ocorrido e esclareceu que não participou da organização da competição.

Defesa de Juliano se manifesta

A defesa de Juliano Di Pelli Machado afirmou que o atleta está “profundamente abalado” com o estado de saúde de Willian e que permanece à disposição das autoridades.

Os advogados defenderam que o episódio seja analisado a partir das imagens completas da luta, das regras da modalidade e da avaliação da arbitragem.

A defesa também afirmou que Juliano é atleta profissional, medalhista em competições europeias e mundiais, e que não possui histórico de punições disciplinares ou de conduta antidesportiva.

Os representantes do lutador disseram ainda que só devem apresentar novos esclarecimentos após a análise técnica do caso pelas autoridades e pelas entidades esportivas.

Nota

Os artigos assinados e publicados nesta coluna são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião editorial do Portal Dia a Dia Notícia. O conteúdo opinativo, técnico ou científico apresentado é de responsabilidade exclusiva do colunista.

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