*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Justiça do Amazonas revogou a prisão temporária do empresário Celso Tavares, investigado pela morte do venezuelano Jarvis Javier Rodrigues, de 29 anos. Na decisão, o Judiciário substituiu a medida por obrigações cautelares, entre elas a apresentação do empresário à Justiça em até 48 horas para confirmar endereço, telefones e demais informações de contato, além do comparecimento sempre que for convocado durante as investigações ou o andamento do processo.
Conforme a decisão ainda proíbe qualquer tipo de comunicação com testemunhas, familiares da vítima e outras pessoas apontadas pela Polícia Civil como relevantes para a produção de provas. O investigado também não poderá permanecer fora da comarca de Manaus por mais de oito dias sem autorização judicial.
Como parte das medidas cautelares, Celso deverá entregar eventual passaporte em até 48 horas, ficando impedido de deixar o país sem autorização da Justiça. Além disso, terá de comparecer mensalmente ao juízo para informar suas atividades e comunicar previamente qualquer alteração de endereço ou telefone.
O magistrado responsável pelo caso dispensou o uso de monitoramento eletrônico e determinou o cancelamento do mandado de prisão temporária. Caso o empresário tenha sido detido antes do cumprimento da decisão, deverá ser colocado em liberdade, desde que não exista outra ordem judicial que mantenha sua prisão.
A revogação da prisão vale exclusivamente para Celso Tavares. O pedido apresentado pela defesa de Anderson Santos de Castro, ex-funcionário investigado no mesmo caso, ainda depende de manifestação do Ministério Público antes de ser analisado pela Justiça.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que aponta Celso Tavares como principal investigado pela morte de Jarvis Javier Rodrigues, ocorrida em 18 de julho, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.
Segundo a Polícia Civil, a linha investigativa considera que o empresário suspeitava de um suposto desvio de aproximadamente R$ 400 mil de sua empresa. A investigação aponta que ele teria ido até a residência da vítima acompanhado de Anderson Santos de Castro, onde ocorreu uma luta corporal. Durante a ação, Jarvis foi atingido por um disparo de arma de fogo e morreu no local.
Ao longo da apuração, a polícia apreendeu uma arma de fogo e veículos que teriam sido utilizados no crime. O inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do homicídio e definir a responsabilidade dos investigados.
