*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Polícia Federal (PF) deu início nesta segunda-feira, 20, à operação nacional de segurança destinada aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A ação é coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP) e acompanha o início do período de convenções partidárias, quando as candidaturas começam a ser oficializadas.O esquema foi estruturado para garantir a proteção dos presidenciáveis durante a campanha eleitoral, mediante solicitação formal das respectivas equipes.
Conforme a Polícia Federal, o plano de segurança foi dimensionado para atender simultaneamente até dez candidatos à Presidência da República. A operação prevê investimento de aproximadamente R$ 95 milhões e a mobilização de até 458 servidores, entre agentes de proteção, analistas de inteligência, chefes de equipe e profissionais responsáveis pela logística.
O aparato de segurança poderá variar conforme o nível de risco de cada agenda de campanha. Entre os recursos previstos estão:
- Veículos blindados;
- Apoio de grupos táticos especializados;
- Equipamentos de defesa contra drones;
- Kits para detecção e prevenção de explosivos;
- Sistemas de reconhecimento facial;
- Monitoramento de possíveis ameaças em ambientes digitais.
Cada candidato contará com um plano de segurança individualizado, elaborado com base em fatores como histórico de ameaças, locais das agendas, deslocamentos e características das regiões visitadas.
A PF informou que detalhes sobre rotas, deslocamentos, cronogramas e avaliações de risco não serão divulgados para preservar a segurança das operações.
Antes de cada evento público, equipes da corporação realizarão vistorias nos locais e atuarão de forma integrada com as polícias militares, civis e guardas municipais para definir as estratégias de proteção.
A corporação informou que o planejamento da operação teve início entre 2025 e 2026. Nesse período, mais de 600 profissionais participaram de treinamentos voltados para direção defensiva, primeiros socorros, salvamento aquático e operação de drones.
Desde abril, a PF também mantém diálogo com os partidos políticos para apresentar as diretrizes do plano de segurança. A adesão ao serviço é facultativa e poderá ser solicitada pelas campanhas ao longo do processo eleitoral.
