*Da Redação Dia a Dia Notícia
O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), desembargador Airton Luís Corrêa Gentil, suspendeu temporariamente a ordem de despejo do tradicional Bar do Armando, localizado no Centro de Manaus. A decisão, assinada em 25 de junho, atende a um recurso apresentado pela empresa responsável pelo estabelecimento e mantém a desocupação do imóvel suspensa até o julgamento definitivo do caso.
O magistrado acolheu, em caráter provisório, o recurso apresentado pela empresa Casa Nossa Senhora de Nazaré Ltda., responsável pelo bar, determinando o sobrestamento da ordem de desocupação até que o Agravo Interno seja analisado pelas Câmaras Reunidas do TJ-AM.
Na decisão, Airton Gentil afirmou que a medida busca preservar o resultado útil do processo e evitar eventual dano irreversível até a apreciação do recurso pelo colegiado competente.
O Bar do Armando funciona há décadas em um imóvel alugado no Centro de Manaus. O contrato de locação foi firmado em 1984 e passou a vigorar por prazo indeterminado. Em 2015, teve início uma disputa judicial após a Diocese do Alto Solimões, proprietária do imóvel, solicitar a retomada do espaço para instalar uma sede administrativa na capital.
A suspensão interrompe, por enquanto, a decisão da juíza Kathleen dos Santos Gomes, da 18ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, que havia determinado o despejo do estabelecimento. A magistrada concedeu prazo de 15 dias para a desocupação voluntária e autorizou, em caso de descumprimento, o cumprimento coercitivo da medida, com possibilidade de uso de força policial e arrombamento.
Em 10 de junho, foi expedido o mandado de desocupação voluntária, que agora fica sem efeito até nova deliberação da Justiça.
Nessa segunda-feira, 13, durante coletiva de imprensa, a administração do Bar do Armando informou que continua buscando permanecer no imóvel e defendeu uma solução que preserve o funcionamento do estabelecimento, considerado um patrimônio afetivo e cultural da capital amazonense. Segundo o advogado do bar, Fausto Mendonça, a expectativa é de que o recurso seja julgado em aproximadamente três meses.
Já o representante da Diocese do Alto Solimões, dom Adolfo Zon Pereira, afirmou que a instituição não pretende firmar acordo para manter o bar no imóvel e informou que cumprirá a decisão definitiva da Justiça.
*Com informações do portal Amazonas Atual
