*Da Redação Dia a Dia Notícia
O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado foragido pela Justiça e um dos principais alvos da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 03, é apontado como responsável por operar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas. Segundo as investigações, ele utilizava uma rede com mais de 70 empresas para ocultar a origem de recursos ilícitos e movimentar valores por meio de empresas de fachada, contas bancárias e operações com criptomoedas.
De acordo com as investigações, Shimada seria responsável por operar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional. A Polícia Federal afirma que o empresário utilizava uma estrutura composta por mais de 70 empresas para ocultar a origem de recursos ilícitos, movimentando grandes quantias por meio de contas bancárias, empresas de fachada e operações com criptomoedas.
Ainda segundo a PF, o investigado empregava um modelo financeiro complexo para disfarçar as transações, motivo pelo qual foi classificado pelos investigadores como um “doleiro moderno”. As apurações apontam que o grupo utilizava transferências ilícitas de criptoativos, transporte de valores, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outros mecanismos financeiros para ocultar a origem do dinheiro.
A Justiça determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões, considerado um dos maiores bloqueios patrimoniais já realizados em investigações sobre lavagem de dinheiro no país.
Entre os presos durante a operação está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também foi alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos na última quarta-feira, 1º, sob a acusação de manter vínculos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Victor Henrique de Oliveira Shimada também foi incluído na lista de pessoas sancionadas pelas autoridades norte-americanas na mesma ocasião. Até a publicação desta reportagem, ele não havia sido localizado pela Polícia Federal.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e rastrear o patrimônio supostamente obtido por meio das atividades ilícitas. Os investigados terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.
