*Da Redação Dia a Dia Notícia
O governador Roberto Cidade (UB) acompanhou, nesta sexta-feira, 08, o início da distribuição de ajuda humanitária da Operação Cheia 2026 no Amazonas. A ação prevê o envio de 598 toneladas de alimentos para municípios das calhas dos rios Juruá e Purus, regiões mais afetadas pela subida das águas até o momento. Ao todo, cerca de 26 mil famílias atingidas pela cheia devem ser beneficiadas com a entrega de 26 mil cestas básicas.
Esta é a primeira grande entrega da Operação Cheia 2026 e contempla municípios das duas calhas com maior impacto da inundação no estado. Além das cestas básicas, o Governo do Amazonas já realizou o envio de 125 kits de purificadores de água do projeto Água Boa para 21 municípios amazonenses, reforçando as ações de assistência humanitária coordenadas pela Defesa Civil do Estado.
O governador Roberto Cidade acompanhou o lançamento desta nova etapa da campanha e disse que o prazo, para que os alimentos cheguem aos municípios, é de 20 dias.
“Nós vamos conversar com os prefeitos, embarcar nos barcos e balsas mais rápidos. Os prefeitos vão mandar para as comunidades. Cada município tem sua particularidade e eles sabem fazer isso muito bem”, destacou.
Segundo o governo estadual, esta é a primeira grande remessa de assistência humanitária realizada neste ano dentro da operação coordenada pela Defesa Civil. Além dos alimentos, também estão sendo enviados kits do projeto Água Boa, utilizado no abastecimento de água potável em comunidades afetadas. Até agora, 125 purificadores já foram distribuídos para 21 municípios amazonenses.
Segundo o coronel BM Francisco Ferreira Máximo Filho, atual secretário Executivo de Defesa Civil do Estado do Amazonas (Sedec-AM), a primeira fase irá atender dez municípios, seis da Calha de Juruá e quatro da Calha do Purus. Ainda de acordo com o secretário, o órgão atende uma demanda de primeira ordem dos municípios para chegar a essas famílias que foram impactadas.
“É uma fase resposta, para atender uma demanda de primeira para chegar até essas famílias que foram impactadas, que tiveram suas agriculturas alagadas com prejuízos econômicos e sociais grandes e, nesse momento a ajuda humanitária vai ajudar nesse momento difícil”, disse o coronel.
As calhas do Juruá e Purus foram escolhidas como prioridade para esta primeira grande entrega devido ao nível crítico de transbordamento registrado nas últimas semanas. O governador Roberto Cidade acompanhou o carregamento e a partida dos insumos, destacando que a gestão estadual monitora as demais regiões para expandir o auxílio conforme a necessidade de cada calha.
O cronograma de distribuição seguirá pelos próximos dias, utilizando vias fluviais e aéreas para alcançar as comunidades mais remotas do interior do estado.
Municípios afetados
Segundo o boletim da Defesa Civil, divulgado na quarta-feira, 29, ao todo, 16 municípios do interior do Amazonas seguem em situação de emergência por conta da cheia. São eles:
- Atalaia do Norte;
- Benjamin Constant;
- Boca do Acre;
- Canutama;
- Carauari;
- Eirunepé;
- Guajará;
- Ipixuna;
- Itamarati;
- Juruá;
- Jutaí;
- Lábrea;
- Santo Antônio do Içá;
- Tabatinga;
- Tapauá;
- Tonantins.
Outros 4 municípios estão em nível de alerta:
- Amaturá;
- Envira;
- Pauini;
- São Paulo de Olivença.
Já em situação de atenção, seguem 31 municípios:
- Anamã;
- Alvarães;
- Anori;
- Apuí;
- Barreirinha;
- Beruri;
- Boa Vista do Ramos;
- Borba;
- Caapiranga;
- Careiro Castanho;
- Careiro da Várzea;
- Coari;
- Codajás;
- Fonte Boa;
- Humaitá;
- Iranduba;
- Japurá;
- Manaus;
- Manacapuru;
- Manaquiri;
- Manicoré;
- Maraã;
- Maués;
- Nhamundá;
- Nova Olinda do Norte;
- Novo Aripuanã;
- Parintins;
- São Sebastião do Uatumã;
- Tefé;
- Uarini;
- Urucará.
Ao todo, 11 municípios permanecem em condição de normalidade, conforme dados dos painéis de monitoramento da Defesa Civil do Amazonas. Segundo a Defesa Civil, a estimativa é de 158.411 pessoas afetadas pelas inundações, em todo o Estado.
Enquanto isso, a Defesa Civil segue no monitoramento das calhas onde há maior concentração de pessoas afetadas, especialmente comunidades ribeirinhas.
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