Com a decisão, o calendário eleitoral estabelecido pelo TRE-RR é paralisado. Inicialmente, a eleição suplementar estava prevista para ocorrer em 21 de junho, conforme resolução da própria Corte.
Ao analisar o caso, o magistrado avaliou que o prazo de 24 horas para desincompatibilização, período em que ocupantes de cargos públicos devem se afastar após a escolha como candidatos, pode contrariar a legislação e prejudicar a igualdade de condições entre os concorrentes. Diante disso, determinou a suspensão do processo até que o tema seja apreciado pelo colegiado do TRE.
Até agora, não há uma nova previsão para a retomada do calendário e o andamento da eleição depende de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
A realização do pleito foi motivada pela cassação do mandato do então governador Edilson Damião (UB) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que levou à convocação de uma nova eleição para completar o período de governo até janeiro de 2027.
Apesar do impasse, o cenário político já reúne ao menos sete pré-candidatos ao governo de Roraima, de diferentes partidos, indicando uma disputa intensa e ainda indefinida no cenário político roraimense.