*Da Redação Dia a Dia Notícia
O ex-prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson José de Sousa (União Brasil), foi condenado a devolver cerca de R$ 2,4 milhões aos cofres públicos por irregularidades na gestão de recursos municipais em 2020, incluindo gastos sem comprovação durante a pandemia de Covid-19. As informações constam no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) da última sexta-feira, 17.
Entre os principais pontos estão gastos elevados com combustíveis durante o isolamento social, execução não comprovada de obras públicas e o uso irregular de recursos vinculados à educação básica.
Um dos aspectos mais críticos do julgamento envolve o chamado “escândalo dos combustíveis”, que resultou na condenação do ex-prefeito ao ressarcimento de R$ 413.727,00. Segundo os autos, não houve comprovação documental suficiente para justificar o consumo registrado entre as Notas de Empenho nº 1570/2020 e 2564/2020, mesmo em um período de circulação reduzida por conta das restrições sanitárias.
Outro ponto de maior impacto financeiro diz respeito às obras públicas vinculadas aos Contratos nº 02/2020, 03/2020, 04/2020 e 16/2020-PMRPE. A auditoria identificou irregularidades como ausência de diários de obras, falta de memoriais descritivos e inexistência de notas fiscais, além de indícios de superfaturamento. O prejuízo estimado com esses contratos chega a R$ 2.013.935,62, valor que também deverá ser devolvido ao erário.
