*Da Redação Dia a Dia Notícia
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu uma mulher, de 21 anos, e um homem de 65 por exploração sexual de uma criança de 11 anos, no município de Manacapuru (a cerca de 98 quilômetros de Manaus). O caso foi apresentado em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 16. Segundo as investigações, a ação teve início após denúncia anônima à Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), por meio do disque denúncia ‘Linha Direta’, informando que menores estavam sendo aliciadas em um flutuante conhecido como ‘Flutuante do Loiro’.
Segundo o comandante do Policiamento do Interior da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), coronel Hildvaney Freitas, era por volta das 20h40, de terça-feira, 14, quando a guarnição da Polícia Militar de Manacapuru, recebeu uma denúncia anônima, informando que no flutuante, na Orla do Rio Solimões, um homem de 65 anos, estaria aliciando duas menores, de 11 e 17 anos.
Segundo o denunciante, o fato era recorrente e envolvia a troca de favores sexuais por litros de açaí e R$ 20 em espécie. Com base na gravidade das denúncias, a equipe da PM-AM deslocou-se para o local e encontrou as vítimas em via pública.
No flutuante, as vítimas detalharam a dinâmica da exploração. Segundo apurado, a adolescente de 17 anos, irmã da vítima, permanecia do lado de fora enquanto a criança de 11 anos ficava no interior de um quarto com o suspeito de 65 anos por cerca de 30 minutos.
A delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Manacapuru e responsável pelo caso, destacou que a vítima já havia sido resgatada anteriormente de uma situação semelhante.
“Verificamos que essa criança havia sido resgatada de um casamento infantil em novembro de 2025, no Lago do Bim. Na ocasião, minha equipe realizou a prisão do homem envolvido e do pai da menina, que era conivente. A mãe também tinha envolvimento e estava impedida por medida protetiva de se aproximar da criança”, afirmou.
Ainda segundo a delegada, a exploração ocorria mediante pequenas quantias.
“Eram valores baixos. No dia do ocorrido, ela recebeu dois litros de açaí e R$ 20”, relatou.
O depoimento da irmã, de 17 anos, também chamou a atenção dos investigadores. Ela afirmou que outras crianças frequentavam o flutuante para serem abusadas e que havia participação de familiares no esquema.
“A adolescente também informou que essa situação ocorria com frequência, com idas praticamente intercaladas ao local, e que havia indícios de que outras crianças e até mesmo mães estariam sendo agenciadas para esse tipo de exploração, o que reforça a suspeita de uma rede de exploração sexual”, falou a delegada.
