Manaus, terça-feira 31 de março de 2026
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David Almeida aparece em inquérito da PF que apura suposta compra de votos

Foto: Reprodução/Portal G1

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O nome do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), consta em um inquérito da Polícia Federal que investiga uma suposta compra de votos na véspera do segundo turno das eleições municipais de 2024. A investigação começou após uma operação realizada em 26 de outubro daquele ano, quando pastores ligados à Igreja Pentecostal Unidos do Brasil foram flagrados com R$ 38 mil em espécie, supostamente repassados por um integrante da campanha do prefeito. Durante a operação, também foram apreendidos quatro celulares, que ainda não passaram por perícia, mesmo com autorização judicial concedida em novembro de 2024.

Segundo detalhes do inquérito, a direção da igreja teria convocado pastores da capital a comparecer ao local em horário específico, considerado reduto político de David Almeida. Durante a ação, que ocorreu no bairro Monte das Oliveiras, na zona Sul de Manaus, também foram apreendidos quatro celulares com os pastores.

Em uma sala, agentes encontraram envelopes com dinheiro, cada um contendo R$ 200, totalizando R$ 21.650 em espécie. Os pastores afirmaram que os valores faziam parte de R$ 38 mil repassados na noite anterior por uma pessoa identificada apenas como “Eliezer”, ligada à campanha do prefeito.

Dois dirigentes da igreja foram presos em flagrante e liberados após pagamento de fiança de R$ 15 mil cada. Ambos respondem ao processo em liberdade.

Um policial federal que participou da operação detalhou que o imóvel era utilizado exclusivamente para a entrega dos envelopes, sem cultos ou outras atividades.

Dentro havia três ou quatro pessoas. Em cima da mesa, uma mochila de notebook e uma sacola com envelopes numerados com R$ 200 cada. A informação era de que as pessoas iriam apenas retirar os valores”, afirmou.

Andamento do inquérito

Quem solicitou o acesso ao conteúdo dos celulares foi a própria Polícia Federal, com concordância do Ministério Público. Em 25 de novembro de 2024, o juiz eleitoral Anésio Rocha Pinheiro autorizou a análise dos aparelhos, mas não estabeleceu prazo para a perícia.

A demora é considerada incomum por especialista. O advogado Alexandre Nogueira destacou que a legislação eleitoral prevê conclusão de processos relacionados ao pleito em até um ano e que investigações não podem se estender indefinidamente.

É esperado que o juiz especifique se ainda há provas a produzir ou diligências a realizar, para que o inquérito seja encerrado e o Ministério Público decida se oferece denúncia”, afirmou.

O delegado da PF responsável pelo caso, Eduardo Zózimo, não comentou a razão do atraso na perícia dos celulares.

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do promotor Jorge Alberto Gomes Damasceno, informou que não irá se manifestar sobre o caso para não comprometer o andamento do processo.

*As informações são da Rede Amazônica

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