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Caso Benício: pais detalham avanço das investigações sobre morte da criança em Manaus

Foto: Reprodução/Internet

*Da Redação Dia a Dia Notícia

Bruno Freitas e Joyce Xavier, pais de Benício Xavier, de 6 anos, atualizaram, nesse domingo, 18, informações sobre a apuração da morte do filho, após a aplicação de doses elevadas de adrenalina, em 23 de novembro de 2025 no Hospital Santa Júlia, em Manaus. A família afirma que o óbito resultou de uma sequência de erros médicos e a Polícia Civil do Amazonas investiga o caso na instância criminal, ética e cível.

Segundo os pais, a Polícia Civil já ouviu formalmente todos os envolvidos no caso. O próximo passo será a entrega do laudo do Instituto Médico Legal (IML) e a perícia técnico-científica que analisará as falha tanto no sistema hospital. Ao final. com todos os documentos finalizados, o delegado encaminhará um relatório final ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM). 

A conduta dos profissionais envolvidos está sob análise dos respectivos conselhos de classe. O Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu uma sindicância de ofício, enquanto a família também protocolou uma denúncia formal. O órgão aguarda as manifestações dos profissionais para que um relator apresente o caso ao plenário.

Paralelamente, a família tenta contato com o Conselho Regional de Enfermagem (Corem) por e-mail, buscando garantir o direito de acompanhar e se manifestar durante o julgamento ético de enfermeiros e técnicos que atuaram no atendimento.

Ao final do vídeo a mãe, Joyce, ressalta que as motivações são por justiça, não por vingança.

A gente não busca vingança, apenas justiça. Nós precisamos fazer isso pelo Benício e também para que nenhum família passe pela mesma dor”, afirmou a mãe.

Relembre o caso

O “Caso Benício” ocorreu na noite de 17 de novembro de 2025, quando a criança de 6 anos foi levada a um hospital particular com crises respiratórias e sinais de infecção. Segundo boletins médicos e relatos da família, a equipe optou por administrar adrenalina, mas a dose e a via de aplicação teriam sido incorretas.

A médica de plantão prescreveu 1 mg de adrenalina intravenosa, enquanto a conduta indicada para crianças é a administração diluída, preferencialmente por via subcutânea ou intramuscular, em doses muito menores. Minutos após a aplicação, Benício sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu. A mãe presenciou toda a cena, em estado de desespero.

Mensagens da médica, obtidas pela família após a tragédia, revelam o reconhecimento do erro:

“Errei. Na hora, não pensei. Estou destruída”, escreveu.

A Justiça do Amazonas anulou recentemente o habeas corpus que havia sido concedido à médica Juliana Brasil Santos, investigada pelo caso, determinando que o pedido de liberdade deveria ser analisado por um juiz de primeira instância.

 

 

 

Nota

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