*Franciane Silva da Redação Dia a Dia Notícia
Na terça-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno o texto-base da PEC do Estado de Emergência (PEC15/22), popularmente conhecida como ‘PEC Kamikaze’. A proposta permite ao governo gastar por fora do teto de gastos mais de R$ 41,25 bilhões até o fim de 2022 para aumentar benefícios sociais, conceder ajuda financeira a caminhoneiros e taxistas, ampliar a compra de alimentos para pessoas de baixa renda e diminuir o tributo do etanol.
Na bancada que representa o Amazonas na Câmara dos Deputados, grande parte dos parlamentares votou favorável à PEC. Dos oito deputados federais que representam o estado, cinco deles votaram favorável a PEC, sendo eles Delegado Pablo (União), Capitão Alberto Neto (PL), Sidney Leite (PSD), Marcelo Ramos (PSB) e Silas Câmara (Republicanos).
Já os deputados José Ricardo (PT), Átila Lins (PSD) e Bosco Saraiva (Solidariedade) não compareceram, sendo assim nenhum parlamentar do Amazonas obteve voto contrário a PEC.
No Twitter, o deputado federal Capitão Alberto Neto fez uma publicação sobre a votação da PEC, onde diz que: “o povo quer saber se vai ter comida no prato e não de questões eleitoreiras. Essa é a PEC da Justiça!”, indagou o parlamentar.
PEC dos Benefícios aprovada em 1° turno. Por falhas técnicas no sistema da Câmara, adiamos para amanhã a votação em 2° turno. E o Brasil tá vendo a obstrução por parte da esquerda, o povo quer saber se vai ter comida no prato e não de questões eleitoreiras. Essa é PEC da Justiça!
— Capitão Alberto Neto (@capalbertoneto) July 13, 2022
Já Marcelo Ramos publicou que a bancada do Governo demonstrou descompromisso com a PEC.
Bancada do Governo demonstra descompromisso com a PEC dos Auxílios e, após da oposição votar a favor do mérito, sessão cai por medo do presidente da Câmara de perder a votação que retirava a expressão “Estado de Emergência”, diante da ausência de deputados governistas.
— Marcelo Ramos (@marceloramosam) July 13, 2022
O texto-base aprovado é um substitutivo do relator, o deputado Danilo Forte (União-CE). Ao todo, foram 393 votos a favor e 14 contra. Nesta quarta-feira (13), o Plenário da Câmara irá analisar os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de retirar trechos do texto.
Partidos de oposição ao governo Bolsonaro indicaram voto favorável ao texto, porém afirmaram se tratar de uma medida eleitoreira. O nome Kamikaze faz um paralelo com os grupos de japoneses que atuaram na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e que ficaram conhecidos como Kamikaze por se suicidarem jogando seus aviões contra navios inimigos.
