Manaus, terça-feira 4 de agosto de 2026
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TRE-AM mostra como é urna eletrônica por dentro e o funcionamento da máquina pela primeira vez

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, nessa segunda-feira, 03, a abertura pública de uma urna eletrônica durante evento promovido no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Pela primeira vez, o equipamento foi desmontado em uma transmissão ao vivo para demonstrar seu funcionamento interno e reforçar a segurança, a transparência e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. A iniciativa integrou a programação da 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizada simultaneamente nos 27 unidades da federação para ampliar o conhecimento da população sobre os mecanismos de auditabilidade e integridade das eleições.

No TRE-AM, a programação contou com a abertura da urna eletrônica. Durante a atividade, Merklein apresentou os principais componentes internos do equipamento, explicou como funciona a tecnologia utilizada nas eleições brasileiras e mostrou, na prática, alguns dos mecanismos físicos e tecnológicos que protegem a urna contra tentativas de violação.
Ao retirar a placa-mãe, considerada o principal componente da urna eletrônica, o secretário explicou que, embora o equipamento tenha arquitetura semelhante à de um computador convencional, ele possui mecanismos exclusivos de proteção.
A placa-mãe é o cérebro da urna eletrônica e é muito semelhante à de um computador comum. A diferença é que a comunicação entre os principais componentes é criptografada. Existe um ‘contrato’ de segurança entre eles, de modo que essa comunicação não pode ser interpretada nem alterada. É como se esses componentes fossem blindados, justamente para impedir que alguém conecte qualquer dispositivo e tente interferir no funcionamento da urna”, explicou.
Segundo Merklein, a proteção da urna também está na forma como seus componentes internos se comunicam, utilizando tecnologias que impedem qualquer alteração indevida no sistema.
A urna possui outros processadores que se comunicam por meio de conexões criptografadas. Essa comunicação não pode ser decifrada nem alterada e existe justamente para impedir que alguém conecte qualquer dispositivo e tente burlar o sistema. É uma arquitetura muito diferente da de um computador convencional, desenvolvida para garantir a integridade de todo o processo de votação”, disse.
Além da estrutura física do equipamento, o secretário destacou que a credibilidade do sistema eletrônico de votação é construída por meio de sucessivas camadas de segurança e de mecanismos permanentes de fiscalização. “A confiança no processo eleitoral não pode estar baseada em mistério nem em fé na tecnologia. Ela precisa estar apoiada no conhecimento, na transparência, na fiscalização efetiva e nas evidências de todo o processo”, afirmou.
O secretário também destacou que a urna eletrônica reúne diversos recursos de acessibilidade, como marcações em Braille, interpretação em Libras e suporte para fones de ouvido, permitindo que eleitores com diferentes necessidades exerçam o direito ao voto com autonomia e segurança.

Nota

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